A Oracle apresentou os resultados referentes ao primeiro trimestre do seu ano fiscal, que compreende os meses de junho a agosto, obtendo receitas a nível global na ordem dos 9,2 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento de 4%. Portugal esteve em linha com esse crescimento, ou aliás, como destacou Bruno Morais, Country Manager da Oracle Portugal, o país obteve uma taxa de dois dígitos.

Bruno Morais destaca que em Portugal houve uma forte adesão das soluções Cloud da Oracle, sobretudo no setor dos serviços financeiros, como resultado do ritmo mais acelerado dos processos de digitalização em curso no mercado nacional.

A área de ERP (Enterprise Resource Planning) teve um crescimento de 33% a nível global, totalizando mais de 6.500 clientes de Fusion ERP, mais de 18.000 clientes de NetSuite EDP. O volume de novos clientes da Oracle Autonomous Database aumentou em 500 novos clientes, prevendo um crescimento duplicado no próximo trimestre. Fechadas as contas do ano fiscal anterior, encerrado a 31 de maio, a empresa faturou um valor total de 39,5 mil milhões de dólares.

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Com 42 anos de atividade à escala mundial, a Oracle definiu uma nova estratégia de rebranding da marca, com o objetivo de espelhar de uma forma mais eficaz o movimento de inovação tecnológica, assim como o seu novo posicionamento no contexto do mercado das tecnologias. Outro fator de mudança foi a sua incorporação no contexto de cloud, das infraestruturas, dos dados e processos. E essa nova imagem corporativa já pode ser assistida no novo aspeto do seu website, introduzindo uma nova tagline: “ajudar as pessoas a verem os dados de novas formas, a descobrirem novas perspetivas e conhecimentos, e a desbloquearem novas possibilidades infinitas”.

Mas há grandes novidades para Portugal, que ao fim de 30 anos de presença da empresa no país, na próxima semana, dia 10 de outubro, vai ser inaugurado no Porto o novo Centro de Inovação e Tecnologia Mundial vocacionado para a área de retalho. “Inicialmente o plano era para servir os mercados EMEA, mas este está a tornar-se global”, salienta Bruno Morais com sentimento de “vitória” da empreitada prevista para o país.

A Oracle destaca também as parcerias que estão a ser feitas na área de Cloud com outras empresas, de forma a favorecer os seus clientes e parceiros, nomeadamente o Azure da Microsoft, que se expandem agora dos Estados Unidos para a Europa. “Reconhecemos que é mais fácil adaptarmos a nossa solução aos serviços oferecidos aos nossos parceiros pela concorrência, do que fazermos a migração de um lado para o outro. Desta forma conseguimos fazer uma virtualização que torna a adaptação mais fácil para os nossos clientes, trabalhando nesse ambiente virtual”, destaca Bruno Morais. Até porque a empresa afirma que a base de dados da Oracle é a única do mercado capaz de se adaptar a qualquer tipo de cenário e dados.

A empresa tem ainda planos para até ao final de 2020 introduzir 20 novos datacenters nas diversas regiões do globo, passando dos atuais 16 para 36. O destaque vai para o aumento das operações ao nível da cloud, inteligência artificial, capacidade de produzir software autónomo, e dessa forma obter maior eficiência humana. Há ainda novos planos para fornecer bases de dados para jovens estudantes, com um alargamento dos planos gratuitos.

tek oracle

Ao nível global, a Oracle anunciou melhorias significativas na sua oferta de infraestrutura de segunda geração e a inclusão de um conjunto de inovações no seu portfolio de gestão de dados, que agilizam e tornam mais seguras as cargas de trabalho críticas dos clientes, seja em ambiente cloud ou local. A empresa destaca ainda “a primeira e única base de dados autónoma do mundo”, a chamada Oracle Autonomous Database, assente em inteligência artificial e segurança máxima da informação na cloud.

Para completar a apresentação, o Country Manager de Portugal lançou o desafio aos partidos, neste ambiente de eleições, que o próximo Governo estabeleça uma agenda digital no seu programa político para os próximos 10-15 anos, sobretudo centrado na proteção de dados e cibersegurança. A modernidade dos serviços públicos foi também salientando como prioridade a ter em conta.

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