Confrontadas com a mais grave crise económica dos últimos cem anos, as Pequenas e Médias Empresas estão a repensar os investimentos, o que afeta a área das Tecnologias da Informação e Comunicação, mas não fecham totalmente a porta a novas aquisições e reformulação de sistemas de informação.

A tendência é descrita num estudo que a IDC Portugal acaba de revelar sobre o papel das TIC na competitividade das PME portuguesas. A estratégia de crescimento e de internacionalização continua a ser uma das principais justificações para um grupo de empresas inovadoras continuar a investir em tecnologias, sendo esta área reconhecida pela larga maioria das empresas como um dos motores do negócio.

"As empresas, face à crise económica, têm orçamentos mais reduzidos, mas as TI estão cada vez mais ligadas ao negócio e não podem ser ignoradas", defende Diogo Sousa, Industry Standard Servers Category Division Manager da HP Portugal, que acompanhou a apresentação do estudo. A racionalização e optimização de custos podem ser conseguidas através do investimento em novas soluções, que assegura a competitividade e prepara as empresas para estarem mais perto dos clientes e conseguirem ultrapassar os desafios da atual conjuntura, sublinha.

De acordo com os dados do estudo, 23% das PMEs inquiridas estão a investir em TI para aumentar a sua competitividade, sendo que 80% destas estão a desenvolver ou a preparat processos de internacionalização, como nota Gabriel Coimbra, diretor da IDC Portugal, na apresentação do relatório aos jornalistas.

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"As PME que falam em expansão geográfica precisam de inovação do ponto de vista do negócio mas também da tecnologia", lembra Alexandre Santos, Business Manager da Intel Portugal.

Mesmo assim o número de empresas que estão a cortar investimento está a crescer, e abrange 40% dos inquiridos, enquanto uma fatia muito significativa (37%) tenciona manter os níveis de investimento realizados no ano passado.

O financiamento dos investimentos em TI continua a ser uma das barreiras identificadas pelas PMEs para reforçarem a sua aposta em sistemas de informação, mas as empresas têm vindo a desenvolver processos de apoio à aquisição e manutenção dos equipamentos que ajudam a ultrapassar as dificuldades em obter crédito pelas vias tradicionais, muitas vezes com vantagens no custo final, nota Diogo Sousa. É o caso da HP Finance, que tem registado um aumento da procura das suas soluções de financiamento por parte das PMEs mas também de grandes empresas.

TIC são vitais para o negócio

Os resultados do estudo da IDC comprovam que os responsáveis pelas PME consideram que a aposta nas TIC é vital para o seu negócio, e 33% reconhecem que estas são um dos motores do crescimento.

Gabriel Coimbra admite que o reconhecimento da importância das TIC para o desenvolvimento do negócio tem vindo a ser reforçado. 61% das empresas admitem que estas soluções têm muito impacto, enquanto 37% afirmam que tem algum impacto, apontando os benefícios sobretudo na área de melhoria de informação no suporte à decisão, melhoria dos processos de negócio e da produtividade dos colaboradores.

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Mantendo uma perspetiva positiva, o Business Manager da Intel Portugal acredita que se está a preparar um novo ciclo e uma mudança no tecido económico e que no próximo ano teremos empresas mais maduras, a prepara-se para conquistar novos negócios e a explorar novas oportunidades.

O estudo baseou-se em entrevistas a 425 PMEs de diferentes sectores de actividade, numa amostra onde as empresas com menos de 50 colaboradores representam cerca de 2/3 do universo inquirido.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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