A segunda fase do estudo realizado pela Vector21 em parceria com a PriceWaterHouseCoopers, sobre o "E-government em Portugal", revela que a Administração Pública deverá ajustar o conteúdos dos seus sites, especialmente os informativos, às necessidades de busca dos seus utilizadores e melhorar a relação que mantém com os cidadãos online.



Este relatório é lançado no dia anterior à realização da Conferência Europeia "E-government Das Políticas à Prática", onde esteve presente o Ministro da Reforma do Estado e da Administração Pública, Alberto Martins. Nesta destacou-se a Declaração Interministerial, assinada pelo representante português e pelos restantes ministros europeus, onde se assume a importância do modelo de governo eletrónico e os países se comprometem a tudo fazer para acelerar o seu desenvolvimento.



De acordo com as conclusões do estudo da Vector 21, à semelhança do que significou para muitas empresas apostar no ebusiness, também o Estado terá de efectuar alterações profundas de back-office na sua estrutura fisíca. Luís Novais, Presidente do Grupo Vector21, salienta na carta introdutória do relatório aqui referido que não basta seguir em frente com projectos digitais que não sejam apoiados por "profundas alterações na estrutura da Administração Pública".



Os sites mais visitados da Administração Pública Portuguesa, segundo este relatório, são os ministérios com 71 por cento, as universidades recolhem 40 por cento das visitas e os institutos públicos 31 por cento. Por sua vez, as câmaras municipais obtiveram 21 por cento, o Infocid – Portal da Administração Pública Portuguesa – 15 por cento e os hospitais apenas 5 por cento dos visitantes de serviços públicos online.



Quando questionados sobre a classificação de quais as funcionalidades mais importantes, uma pontuação de 2,94 foi atribuida aos chats com responsáveis, o preenchimento e envio de declarações de impostos surge com 2,85 e em terceiro lugar a solicitação de documentos pessoais com 2,81. A taxa de sucesso, em termos de conseguir encontrar o que se procura nos sites da Administração Pública, é de um modo geral bastante elevada.



Numa tentativa de ajudar a melhorar a situação, o relatório da Vector21 deixa algumas recomendações aos responsáveis pela construção dos sites da administração pública. Estes deverão:


  • Consolidar o desempenho informativo
  • Melhorar o desempenho relacional
  • Investir no desenvolvimento do desempenho transaccional
  • Reflectir as necessidades do cidadão, mais do que a estrutura orgânica dos serviços
  • Flexibilizar a Comunicação Interna do próprio Estado
  • Construir o Portal do Servidor Público
  • Construir e Lançar o Portal do Cidadão Português

Luís Novais refere que apesar das entidades públicas estarem presentes na Internet acabam por não resolver os problemas do cidadão. Em Julho deste ano foi analisada, pela Vector21, a capacidade de oferta dos sites da Administração Pública. O resultado foi que das 62 mensagens de correio electrónico enviadas, apenas 24 obtiveram resposta, e muitas destas remetiam o cidadão para uma repartição física. Este responsável sugere que se deixe de pensar apenas em construir uma Sociedade de Informação e se passe a considerar o desenvolvimento de uma Sociedade de Relacionamento.



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