Os consumidores portugueses estão a planear baixar a despesa com as comunicações em mais uma medida de contenção para fazer frente à crise. Trinta e nove por cento afirma que pretende diminuir os gastos com o uso do telemóvel (voz, SMS/MMS), 40% na rede fixa e 39% no uso de banda larga móvel.

As conclusões constam do IBM 2011 Global Telecom Consumer Survey, onde se refere que, na Europa, só os gregos esperam conseguir poupar mais.
Embora anunciem a intenção de reduzir despesa, são cada vez mais os portugueses que usam banda larga móvel (15% do total de utilizadores) e dispõem de dispositivos móveis para aceder à Internet, refere o estudo.

Por outro lado, 17% dos inquiridos (26% com menos de 25 anos) mudaram de operadora nos últimos 12 a 24 meses. Os tarifários são a principal razão para esta mudança.

Quase três quartos dos consumidores dizem recorrer a mais do que um operador para usufruir de serviços de comunicação, sobretudo por duas razões: para subscreverem o serviço mais barato de cada operadora (35%) ou porque o operador principal não fornece todos os serviços (30%).

O estudo concluiu ainda que os portugueses não estão totalmente satisfeitos com os serviços prestados pelas operadoras. Portugal está, segundo a IBM, entre os países que apresentam o maior número de "consumidores oponentes", quando 63% dos clientes não recomendaria o serviço e está a pensar mudar de operadora. Apenas 17% são considerados "defensores" (clientes fiéis que resistem aos serviços da concorrência).

Um terço dos consumidores têm dificuldade em compreender a fatura das comunicações, mesmo detalhada, ou acham que estão a pagar mais do que deviam.

Os resultados indicam igualmente que, embora a perceção dos utilizadores sobre os serviços de telecomunicações seja relativamente pobre, a maioria não faz queixa: 39% pensa que é um desperdício de tempo ligar para call centres, porque vão demorar muito a atender, e 27% não acredita que reclamar faça alguma diferença.

Refira-se que o inquérito da IBM foi realizado à escala global, a partir de questionários online a mais de 13.000 consumidores, de 24 países, sendo que os dados trabalhados para Portugal baseiam-se num total de 310 consumidores entrevistados, o que representa 3% da amostra global.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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