
A concretizar-se, o negócio espelharia o interesse dos acionistas da OI em ganharem músculo financeiro para assumir uma posição de força no processo de consolidação do sector naquele país. Refletiria, por outro lado, o interesse da Altice em crescer no mercado português e assumir uma posição mais confortável, do que a garantida com o "património" herdado da ONI e da Cabovisão, que controla.
Na edição desta terça-feira, o Jornal de Negócios dá nota do possível interesse dos acionistas da OI na venda da PT Portugal. O jornal também garante que a Altice está atenta à oportunidade e já iniciou conversações naquele país.
O investimento de 900 milhões de euros da PT em papel comercial da Rioforte, que entrou em incumprimento, será um dos aspetos relevantes para alterar a visão dos acionistas da OI em relação aos benefícios da fusão com a empresa portuguesa. As estimativas de sinergias na ordem dos 1,8 mil milhões de euros, previstas quando o negócio foi anunciado não tinham em conta um conjunto de fatores que entretanto se impuseram.
Outro dado novo é um possível negócio entre a TIM e a OI, tem sido noticiado o interesse da OI em reforçar presença no seu mercado doméstico, onde tem menos força que os concorrentes mais diretos em mercados chave, como o das comunicações móveis.
A empresa terá mesmo contratado um banco para assessorar uma possível compra da TIM, um negócio que tem mais interessados e que, dizem agora alguns rumores, pode afinal manter os protagonistas mas mudar os papéis de cada um. A imprensa brasileira dá conta de que a TIM também tem interesse em comprar a OI.
A empresa é controlada pela Telecom Itália, que acaba de concluir uma tentativa falhada de reforçar posição no mercado brasileiro, com a compra da GVT. A imprensa assegura agora que o operador italiano está a preparar uma nova investida, que terá como alvo a OI.
A possibilidade de uma fusão entre as duas empresas também já começa a ser avançada. Zeinal Bava lidera a OI, mas pode já não estar na empresa quando as negociações entre as duas empresas avançarem, a confirmar-se a informação avançada pela revista Veja, onde se indica que o gestor está de saída.
A Altice também tem apostado em aquisições para crescer. desde que foi formada, em 2001, destacam-se as compras da Numericable e da Completel. Mais recentemente o grupo adquiriu o operador móvel francês SFR e em Portugal a Cabovisão e a ONI.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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