O grupo Sonae realiza nos próximos dias 24 e 25 Maio mais uma edição do Finco, um evento para quadros e parceiros que deverá na edição deste ano receber cerca de 250 participantes. Para apresentar o evento, que vai acontecer em Tróia, os responsáveis pelas áreas TI das diversas empresas do grupo falaram à imprensa sobre o cenário actual das TI no grupo e o futuro.



Sublinhando que as TI sempre foram um foco de forte investimento do grupo, mesmo em alturas de crise, os responsáveis garantiram que o volume total de investimento na área dos sistemas informação tem-se mantido constante no intervalo dos 135 a 140 milhões de euros, para as diversas áreas de negócio. As áreas onde não tem sido possível fazer crescer os valores de investimento em TI na proporção do negócio, são as mais afectadas pela crise como os centros comerciais e a indústria, geridas pela Sonae Sierra e Indústria, respectivamente.



As áreas onde o investimento em sistemas de informação tem mais peso no seio do grupo são as TI - Sonaecom - e a distribuição - onde opera como Sonae. Em ambos os casos o orçamento das direcções de sistemas de informação ronda os 50 milhões de euros, valor que soma despesa e investimento. No caso da Sonaecom o CIO Artur Loureiro, revela que o valor de investimento no ano passado rondou os 20 milhões de euros.



Ganhar eficiência está entre as prioridades dos investimentos realizados por todas as divisões. Algumas das grandes tendências do momento, como o cloud computing, é uma das áreas que o grupo tem em análise e experimentação, embora ainda de forma tímida. Artur Loureiro admite que esta é uma área onde a integração com os sistemas de informação, quando o objectivo é cobrir mais do que um fim, ainda revela dificuldades.



Para já os testes correm numa cloud interna e realizam-se a par com visitas a parceiros e estudos que visam identificar se a área pode ser interessante, mesmo ao nível da colocação de uma oferta no mercado.



Mais avançada está a adopção de soluções de virtualização. Ao nível dos call centers (geridos em outsourcing), por exemplo, a virtualização é uma realidade seja ao nível dos desktop, servidores ou storage.



As infra-estruturas de suporte ao negócio e a sua transversalidade é como admitiu Paulo Magalhães, CIO da Sonae, um dos temas que os quadros de topo da empresa levam ao evento de networking, tal como questões relacionadas com a interoperabilidade entre áreas e pessoas. A ideia é trocar experiências, discutir melhores práticas, mas também estudar caminhos de evolução.



O Finco foi, como explicaram os responsáveis, o berço da Mainroad para ajudar o grupo a fazer a passagem de uma rede física para uma rede lógica, e de algumas outras empresas do grupo.



Os cinco CIOs acreditam que na sequência de oportunidades detectadas com o encontro, ou por via das actividades normais do grupo mantém-se espaço para fazer nascer novas empresas, como aconteceu com a Mainroad, Saphety, WeDo ou Enabler.

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