Hugo de Sousa garante que recebeu uma “proposta irrecusável” e foi por isso que vendeu a startup que tinha criado há dois anos. Explica que tomou a decisão numa altura em que o projeto está pronto para entrar numa nova fase. “A fase de incubação está concluída. Agora é tempo de avançar para uma fase de aceleração” e os novos investidores terão melhores condições para dar resposta a essa necessidade, garante Hugo de Sousa.

O empreendedor ainda não revela a identidade dos novos donos da startups, nem os valores envolvidos no negócio, mas adianta que a internacionalização será um dos focos do projeto daqui para a frente.   

A Alphappl é uma escola de código que se posicionou como uma via para reconverter competências e ajudar quem está sem emprego, em áreas sem saídas profissionais, a aprender programação e a criar um perfil de competências que abra portas a novas oportunidades no mercado de trabalho.

Em dois anos a formação da Alphappl chegou a 150 pessoas, que foram colocadas em cerca de 50 empresas. O número é mais modesto que o definido numa primeira fase, em que chegou a ser anunciada a abertura de 500 vagas para formação em 2015.

Em junho Hugo de Sousa explicava que a dificuldade para atingir a meta inicialmente traçada não estava tanto em encontrar empresas interessadas em absorver os recursos formados na Alphappl, mas sobretudo em levar a mensagem aos 100 mil jovens desempregados que se estima existirem em Portugal.  

O preço da formação da Alphappl (3 mil euros, que só serão pagos se o formando arranjar emprego) pode ter sido outro inibidor de uma maior procura do programa mas na altura, como agora, Hugo de Sousa faz um balanço positivo do projeto e defende que a startup trouxe para Portugal um conceito inovador que entretanto inspirou novos projetos e que tem estado a dar frutos.

Com o empreendedor ao comando do projeto a Alphappl já tinha começado a alterar a estratégia de recrutamento e essa é uma mudança que deverá ser aprofundada pelos novos donos.

A escola tende a procurar cada vez mais uma ligação ao empreendedorismo e aos empreendedores que precisem das competências na área da programação para trabalhar em novos projetos. A reconversão de desempregados tende a passar para segundo plano.

Já a internacionalização assentará principalmente numa esforço para atrair até Portugal quem esteja à procura de formação na área da programação e esteja disposto a obtê-la em Portugal, adiantou ainda ao TeK Hugo Sousa, que já abraçou um novo projeto.  

O empreendedor faz agora parte da Euromentors, uma associação europeia que tem o patrocínio da Comissão Europeia e de várias empresas e foi criada com a missão de dinamizar uma rede de mentores e fomentar o ecossistema do empreendedorismo na região.

 

 Cristina A. Ferreira

 

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