A Tesla revelou que terminou 2019 “em alta”, tendo atingindo um número recorde de entregas nos três últimos meses do ano, chegando aos 112.000 automóveis. Ao todo, a fabricante norte-americana conseguiu vender 367.500 veículos, aumentando em 50% o volume de entregas feitas em 2018.

De acordo com o seu mais recente relatório de contas, a Tesla entregou, ao longo dos últimos três meses de 2019, 92.500 Model 3, assim como 19.450 Model S e X. Os valores representam um crescimento em relação ao trimestre anterior, onde foram entregues 97.000 automóveis. O balanço do ano anterior é um contraste em relação à perspetiva apresentada pela empresa em março de 2019.

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Na altura, a Tesla deixou os seus acionistas apreensivos ao revelar uma previsão de prejuízo para o primeiro trimestre de 2019. O seu CEO revelou que o recuo foi causado por desafios como o transporte dos carros da China para a Europa, assim como “mudanças não repetíveis”. O plano de ataque da fabricante norte-americana passou então pela revelação de uma versão “low cost” do Model 3, assim como o fecho de algumas lojas físicas da marca, passando-as exclusivamente para o online.

Para o ano de 2020, a empresa de Elon Musk indica que quer continuar a expandir a sua produção tanto nos Estados Unidos como na sua recém-aberta Gigafactory em Xangai. Em julho de 2018, a Tesla anunciou o fecho de um acordo com as autoridades chinesas locais para a construção de uma mega fábrica, tendo em vista a produção de 500 mil veículos elétricos por ano para os consumidores chineses, dentro de um prazo de dois ou três anos.

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Perante a intensa guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, com a imposição de elevadas tarifas sobre produtos chineses e com uma retaliação chinesa com taxas às importações de automóveis norte-americanos, a aposta da Tesla no mercado chinês poderá trazer-lhe alguns benefícios. Ao produzir na China, para além de usufruir do reduzido valor da mão-de-obra local, a Tesla poderá evitar as taxas de importação impostas por Donald Trump.

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