A Vodafone Plc terminou o ano fiscal concluído a 31 de Março de 2004 com uma redução de prejuízos na ordem dos 8 por cento, para os 13,45 mil milhões de euros. As receitas melhoraram 10 por cento, para os 50,13 mil milhões de euros, impulsionadas pelo aumento da base de clientes. No período em análise a operadora adicionou à sua base mundial de clientes 13,7 milhões de novos utilizadores, contribuindo para um número global de 133,4 milhões de clientes.



No que respeita às operações locais, o comunicado da casa mãe refere-se à boa performance da filial portuguesa, cujas receitas cresceram cerca de 7 por cento no período, impulsionadas pela boa performance operacional da gestão doméstica. No entanto, não são referidos quaisquer outros valores financeiros.



O documento acrescenta ainda - no que se refere à base de clientes - que Portugal foi um dos países mais penalizados pela eliminação de clientes inactivos a que a operadora procedeu, perdendo 84 mil clientes. Actualmente a operadora conta com 3,248 milhões de clientes activos.



Portugal inclui-se no grupo de países do sul da Europa que no ano fiscal de 2004, pela primeira vez, se tornou o mais rentável para a operadora, contribuindo com 14,6 mil milhões de euros para as receitas totais do grupo. Nos anos anteriores a Ásia assumia o maior peso no total de receitas, passando este ano para o segundo lugar da tabela com 13,1 mil milhões de euros para as receitas globais.



O anúncio dos resultados foi acompanhado pela divulgação das intenções de crescimento da operadora para o ano fiscal já iniciado. A Vodafone pretende reforçar a presença em várias subsidiárias, à semelhança do que fez em Portugal onde aumentou gradualmente a participação na Telecel, hoje Vodafone Portugal, até chegar ao controle total da operadora.



Desta vez, a operadora britânica mostra-se disponível para investir 3,88 mil milhões de euros na filial japonesa com o objectivo de adquirir participações de accionistas minoritários e chegar aos 100 por cento do capital. Na Europa as intenções de investimento estão viradas para Itália e para os países da Europa Ocidental, de um modo geral, revela um comunicado.



Os prejuízos da Vodafone reflectem a estratégia de aquisições mantida pela empresa e são o impacto de operações como a aquisição hostil da Mannesmann em 2000. A empresa deixa no entanto claro que é sua intenção aumentar as participações detidas nas subsidiárias localizadas em mercados considerados estratégicos.



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