Os operadores de telecomunicações trabalharão cada vez mais com estratégias multiplataforma, dirigindo os seus esforços para vários canais de acesso ao cliente, que assume lugar central na definição dos serviços a disponibilizar.

Segundo Francisco Carvajal, partner da Accenture, o futuro das comunicações passa pelo apurar das capacidades dos operadores em criar serviços simples de utilizar que permitam a personalização, o que exige um maior conhecimento dos clientes, considerou o responsável que falou hoje no painel Aplicações, Conteúdos e Novos Estilos de Vida do 14º Congresso da APDC.

Segundo este “é preciso saber ouvir o mercado e educar os consumidores nas novas tecnologias”, acrescentando que o mapa de competitividade entre operadores é hoje imperfeito, sendo necessário inovar na forma de comunicar e chegar ao cliente, tarefa na qual o marketing assume lugar de destaque na comunicação de novos serviços.

Do lado dos governos o responsável considerou também existir muito trabalho a fazer pois são necessários investimentos e estratégias bem definidas para garantir o acesso de todos os cidadãos às comunicações e aos novos serviços de banda larga. Carvajal atribui ao Estado um papel de motor de desenvolvimento e implementação das próprias tecnologias, através da digitalização dos serviços em que se relaciona com os cidadãos.

Usabilidade é a chave do sucesso

Roberto Citton, partner da Accenture acrescentou a estes factores a importância da usabilidade dos serviços. Segundo ele, disso depende a rapidez de adopção pelo mercado. O responsável considerou ainda que os novos serviços e aplicações possibilitados pelas tecnologias emergentes têm avançado a passo, em consequência das limitações orçamentais das empresas, que moderam os seus investimentos em novas apostas.

Presente no painel Graça Bau, da PT Comunicações considerou que a integração de serviços e ofertas será uma tendência que se intensificará nos próximos anos e que serão os grandes operadores com marcas fidelizadas no mercado quem terá capacidade para dar resposta a esta nova característica da procura. O responsável disse ainda que antevê uma quarta geração das comunicações com a integração de vários dispositivos, permitindo a criação de redes domésticas que garantem ao utilizador o acesso constante à banda larga e aos seus conteúdos.

O responsável acredita que os operadores fixos estão em larga vantagem neste domínio, uma vez que a banda larga móvel está ainda numa fase de arranque (com as redes de terceira geração) a preços pouco atractivos.

António Carriço da Vodafone, presente no mesmo painel, sublinhou a importância das parcerias na oferta de novos conteúdos e explicou que a operadora assenta o seu modelo de negócio unicamente nesta estratégia, não tendo qualquer pretensão de vir a deter activos nesta área. No domínio dos conteúdos a Vodafone conta actualmente com cerca de 200 parceiros entre entidades nacionais e internacionais.

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