O braço de ferro entre as operadoras de telecomunicações e a Anacom continua firme, com a Altice Portugal a acusar a reguladora de continuar a denegrir o sector, através dos seus critérios sobre as reclamações, revelando falta de transparência. “Por maior esforço e empenho que este sector faça em termos de investimento em redes e infraestruturas de comunicação, em serviços e produtos inovadores, a Anacom continua a denegrir de forma reiterada a imagem do setor em Portugal”, lê-se no comunicado.

A Altice Portugal salienta a inconsistência e falta de transparência dos números divulgados, “já que a Anacom apresenta os valores absolutos, não tendo em conta o volume de clientes por cada operador. A única forma intelectualmente honesta de apresentar as reclamações do setor, e que a Anacom já chegou a fazer no passado recente, é reportar as reclamações por 1.000 Clientes”.

Anacom registou mais de 11 mil reclamações sobre telecomunicações em agosto
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A empresa afirma que o sector das telecomunicações tem um calor de 0,37 reclamações por 1.000 clientes, “o que demonstra a qualidade do serviço prestado em Portugal, ao invés da mensagem que o Regulador passa”. Segundo a Altice, esta média é muito positiva quando comparada com outros sectores que apenas prestam um tipo de serviço. Acrescenta que o sector é aquele com mais variedade e volume de serviços disponibilizados aos clientes, “todos eles considerados essenciais e fundamentais para a vida das pessoas.”

Para a empresa liderada por Alexandre Fonseca, o motivo que leva o regulador a utilizar diferentes critérios em documentos de grande importância para o mercado e para o setor “é enviesar completamente a leitura dos portugueses sobre o estado das telecomunicações em Portugal”. A Altice menciona que a pandemia da COVID-19 tem obrigado os operadores a um reforço e investimento na sua capacidade, resiliência e segurança das redes, de forma a garantir que a as famílias e empresas continuem a trabalhar. “O regulador continua a desprezar o papel fundamental deste sector, mesmo no contexto de crise pandémica grave, em que coube aos operadores nacionais assegurar o pleno e regular funcionamento em diferentes áreas da administração pública e da economia nacional”.

Nota de redação: Notícia atualizada com mais informação. Última atualização 13h46.

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