À margem do evento que assinalou hoje o segundo aniversário dos Altice Labs, Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal, admitiu aos jornalistas que quer continuar a descentralizar o projeto, e a crescer, criando novas localizações.

Em resposta ao SAPO TEK Alexandre Fonseca explicou que não há um limite para o número de Labs que podem ser criados. “Não sei se vão ser 10 ou 20 localizações. Sei que estamos disponíveis para continuar a levar a Altice Labs estas regiões a estas localizações enquanto fizer sentido, produzirmos resultados e enquanto os nossos utilizadores finais, que são as autarquias , continuem a beneficiar do nossos investimento. Ou no limite até que achem que não estamos a aportar valor”, justifica.

E como isso ainda não aconteceu, o CEO da Altice Labs sublinha que “a minha ambição é continuar a crescer, e enquanto crescer diria que o projeto vai de vento em popa a expandir-se para além de Aveiro, embora estejamos muito satisfeitos em ter aqui o nosso quartel general”.

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A descentralização dos laboratórios para Aveiro e a Madeira, que já estão em fase de implementação, e para Olhão, que ainda tem de ser contratualizado, cumpre um objetivo de dar representatividade ao território. Mas é preciso que existam alguns critérios que se conjugam para que o investimento aconteça.

“Temos tido um crescimento sustentável de negócio, rentabilidade e número de pessoas. Significa que o que temos feito em investimentos tem de ser cauteloso, porque não podemos perder de vista a rentabilidade. Somos uma empresa privada que tem fins lucrativos e temos um business case a apresentar”, explica Alexandre Fonseca.

Para analisar a expansão dos laboratórios, o CEO da Altice refere um conjunto de pré-requisitos: é preciso que exista sempre um meio académico presente, uma universidade, politécnico ou uma escola profissional, que são essenciais para a componente de recursos humanos, e uma entidade promotora, que tipicamente têm sido as autarquias. “Nós levamos as metodologias, o ecossistema e as nossas pessoas”, adianta em resposta ao SAPO TEK.

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A seleção das próximas localizações está também condicionada à existência de uma aplicação prática das áreas de investigação da Altice Labs e da definição de linhas programáticas.

Alexandre Fonseca admite que o investimento da Altice passa por levar a marca a essas regiões, assim como as linhas orientadoras e tendências. “O que se faz aqui em Aveiro é antecipar o futuro e hoje estamos a trabalhar nas tecnologias que daqui a 3, 5 ou 7 anos estarão no mercado, e levamos esse conhecimento e profissionais que vão estar nos laboratórios por períodos de média e longa duração”, sublinha, destacando que a Altice também ajuda a fazer voar o “porta-aviões” com o apoio às startups da região.

Em relação aos laboratórios do Grupo, nos Estados Unidos, França e República Dominicana, Alexandre Fonseca afasta as questões relacionadas com o nome. “Hoje já temos uma relação muito próxima com os polos que já existiam nesses países. O nome é uma questão societária não é o mais importante. Quando estou em Nova Iorque nos escritórios da Altice e vejo a bandeira altice labs com de bandeira Portugal e americana ao lado, isso enche-me de orgulho e não interessa se são 15 engenheiros portugueses a trabalhar lá e se se chama Altice Labs. As questões societárias são uma questão menor”, justifica.

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