A redução de preços nos equipamentos móveis para garantir a competitividade e manter quota de vendas foi uma prática anunciada pelos fabricantes do Top5 mundial no início do ano, posta em prática de formas distintas e com resultados diferentes: as lideranças consolidaram-se e os lugares seguintes planeiam uma revisão de estratégias que lhes permita tirar partido do crescimento global do mercado, que segundo as previsões da Nokia rondará este ano os 15 por cento.



Apresentaram já resultados a LG, a Samsung e a Motorola. A Samsung, número três mundial, registou uma queda de 6 por cento nas receitas da unidade de telemóveis, para um volume total de vendas na ordem dos 29 milhões de unidades. A redução de receita explica-se com o ajustamento de preços que a empresa coreana decidiu levar a cabo e que em termos médios reduziu o preço dos equipamentos em 7 por cento. Dos 184 para os 171 dólares, só neste trimestre.



A mesma estratégia com resultado diferente, a Motorola fechou o trimestre com vendas recorde. China, Índia e África deram os principais contributos para a performance da empresa americana. Entre Janeiro e Março a Motorola vendeu 46.1 milhões de equipamentos móveis, 50 por cento mais que em igual período do ano passado. O bom desempenho permitiu-lhe aumentar quota e passar a controlar 21 por cento do mercado, mais 4,8 por cento que em igual período do ano passado. Isto contribuiu também para que a empresa melhorasse em 23 por cento as suas receitas no trimestre, que acabaram por se fixar nos 10,1 mil milhões de dólares.



No quarto lugar de ranking mundial de vendas, a LG considera-se prejudicada pelas estratégias agressivas de vendas com recurso à descida de preços. A empresa duplicou os lucros trimestrais, graças a uma boa performance na área de televisões de ecrã plano, mas na divisão móvel os resultados foram menos positivos.



"A divisão de telemóveis da LG foi afectada pelas fracas vendas de equipamentos e pelo aumento das despesas de marketing", admitiu um dos responsáveis da empresa em declarações à imprensa internacional, acrescentando que as perdas cambiais tiveram também um peso importante nos resultados da unidade.



"Muito possivelmente nos próximos trimestres a LG não vai conseguir fazer muito melhor, pelo menos enquanto os grandes gigantes, liderados pela Nokia, aumentam a sua quota de mercado às custas de equipamentos mais baratos".



A empresa teve ganhos de 169,4 milhões de dólares no trimestre em análise, mas a divisão de telemóveis acumulou perdas recorde de 32 milhões de dólares, mesmo vendendo 15.6 milhões de telemóveis, ainda assim mais 11 milhões mais que no mesmo período do ano passado. Face ao trimestre homólogo os resultados obtidos entre Janeiro e Março significam uma redução, já que na altura foram vendidos 16,2 milhões de unidades.



A Nokia, líder de mercado, já adiantou que o preço médio dos equipamentos vendidos ao longo do ano afinal ficou acima do previsto.



A estimativa da própria fabricante apontava para um preço em torno dos 99 dólares, quando terá rondado os 103 euros. A notícia surpreendeu os mercados que esperavam uma tendência de descida dos preços ao longo do ano, já que o mercado está a crescer sobretudo nas economias emergentes onde à partida os equipamentos mais populares são os mais simples e mais baratos.



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