Borje Ekholm, o CEO Da Ericsson, tem feito pressão às autoridades das telecomunicações e o governo sueco para reverter a decisão de banir a Huawei e a ZTE no desenvolvimento do 5G na Suécia. Segundo o jornal sueco Dagens Nyheter, citado pela Bloomberg, o líder da empresa de telecomunicações tem enviado mensagens à ministra dos negócios estrangeiros, Anna Hallberg, para rever as decisões tomadas pelas autoridades que regulam as telecomunicações de eliminar as empresas chinesas das infraestruturas usadas para as frequências do 5G, a partir de janeiro de 2025.

Numa entrevista dada ao jornal, antes do final do ano, Jacob Wallenberg, membro da direção da Ericsson, destacou os efeitos negativos de retirar a Huawei do desenvolvimento das redes 5G. Os líderes da empresa têm vindo a criticar a decisão do governo de banir a Huawei das infraestruturas, salientando que está em causa a liberdade da concorrência e dos negócios, e que isso iria atrasar todo o processo.

Em novembro, a Huawei recorreu à decisão de expulsão, levando à suspensão do leilão do 5G na Suécia. A decisão do governo baseou-se em alegados riscos para a segurança nacional, depois de uma avaliação realizada pelos serviços secretos e militares do país. As empresas chinesas foram acusadas de recolha extensiva de dados e roubo de tecnologia. Borje Ekholm afirmou que era importante rever estas decisões.

O governo chinês também alertou a Suécia sobre os impactos negativos que a expulsão das empresas terá nas relações comerciais entre os países. A China foi o oitavo maior mercado das exportações da Suécia em 2019, segundo dados estatísticos oficiais.

Apesar da Huawei ser a maior rival da Nokia e Ericsson nas telecomunicações suecas, a empresa liderada por Borje Ekholm tem um grande volume de negócios da China. Os analistas afirmam que a posição da Ericsson, inverso ao governo sueco, é uma forma de proteger os seus investimentos no país.

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