A fase principal do leilão do 5G, que definirá a atribuição de direitos de utilização de frequências nas faixas dos 700 MHz, 900 MHz, 2,1 GHz, 2,6 GHz e 3,6 GHz e que se prolonga desde o dia 14 de janeiro ainda sem fim à vista, avançou hoje para o seu 90º dia.

De acordo com os mais recentes dados da Anacom, as licitações atingiram nas sete rondas de hoje os 307,471 milhões de euros. O valor representa uma subida de 3,717 milhões de euros em relação ao dia anterior, um dos maiores aumentos registados nos últimos meses.

Ao todo, a soma de ambas as fases do leilão resulta num valor que é superior a 391 milhões de euros, ultrapassando o preço de reserva fixado pela Anacom, assim como o encaixe gerado pelo leilão do 4G em 2011, que se situou nos 372 milhões de euros.

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A faixa dos 3,6 GHz, onde já existem lotes que estão aproximar-se dos 5 milhões de euros, volta a ser a única onde se registam alterações, seguindo a tendência verificada desde 4 de março, o último dia de licitações em que as operadoras fizeram subir o preço de um dos lotes dos 2,6 GHz.

Aqui verificam-se subidas relativamente às propostas de 25 dos 40 lotes disponíveis. Já em relação ao preço de reserva regista-se uma dinâmica de crescimento que leva a aumentos a rondar no máximo os 301%, como é o caso dos lote J11. Recorde-se que, até agora, que a faixa dos 2,1 GHz é a que mais aumentou de preço, valorizando mais de 400%.

Recentemente, a Vodafone manifestou o seu descontentamento quanto ao prolongamento do leilão, cuja duração impediu o cumprimento da meta estabelecida pela Anacom de lançar de serviços comerciais de 5G no primeiro trimestre de 2021. "Há apenas um país com o qual estou insatisfeito este ano: Portugal", afirmou Nick Read, presidente executivo do grupo Vodafone, numa videoconferência com analistas.

Claro que [o leilão 5G em Portugal] ainda é cerca de metade dos preços de referência europeia, mas, francamente, não fiquei feliz" com a forma como foi construído, salientou o executivo, referindo que já tinha expressado isso anteriormente.

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No que respeita ao “braço de ferro” entre operadoras e entidade reguladora, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e Habitação, considerou durante o 30.º congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) que a crítica e a litigância "tem tomado conta da discussão pública do setor das telecomunicações", numa alusão, sem referência direta, ao conturbado processo do leilão do 5G. O ministro garantiu também que o investimento público em redes de comunicações de nova geração "vai avançar" nos locais onde as operadoras privadas não chegam.

Nota de redação: A notícia foi atualizada com mais informação. (Última atualização: 18h48)

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