A economia paralela em Portugal pode diminuir dos actuais 20% para os 15% do Produto Interno Bruto (PIB) caso, nos próximos quatro anos, se aumentem em 10% os pagamentos feitos através de meios electrónicos.

Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pela A.T. Kearney para a Visa Europa que avalia em cerca de 33 mil milhões de euros a economia paralela em Portugal, dinheiro que circula à margem da Lei, que se traduz no não pagamento de impostos e, por isso, na redução das receitas do Estados.

A consultora defende, por isso, a diminuição da circulação da moeda e o reforço dos sistemas de pagamento electrónico, em áreas como a restauração, transportes (táxis), alojamento de baixo custo, serviços de catering ou a venda de automóveis e de peças de automóveis, identificadas como as que mais contribuem para o fenómeno.

"São subsectores onde os bancos e empresas de sistemas de pagamento podem fazer a sua parte, explorando a viabilidade comercial dos sistemas de pagamentos electrónicos", refere-se no estudo.

A consultora faz as contas e indica que a utilização de meios de pagamento electrónico permitiriam uma redução da economia paralela em Portugal em 1,65 mil milhões de euros.

"Quando uma das medidas que a troika prevê é o combate à fraude e à informalidade na economia e a quantifica em cerca de 175 milhões de euros, estamos a falar de uma redução de cinco por cento, que teria uma incidência fiscal na ordem dos 10%, o que contribuiria para que se cumprisse o objectivo avançado", salientou Pedro Castro, consultor na A.T. Kearney, em declarações à agência Lusa.

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