Com o leilão fechado depois de mais de 9 meses, faltam ainda alguns procedimentos para que os serviços de 5G possam chegar ao mercado. As operadoras têm vindo a afirmar que estão prontas, há equipamentos que suportam a tecnologia no mercado e interesse de consumidores e empresas, mas falta ainda atribuir as licenças.

Durante a conferência de imprensa que está a decorrer em Lisboa, a Anacom não se quis comprometer com datas para o arranque do serviço, dizendo que "depende dos operadores" e indicando que serão necessárias algumas semanas. Ninguém confirma, mas o início de 2022 será a data mais provável.

Anacom destaca mais concorrência e encaixe de 566,8 milhões com o leilão do 5G
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Encerrada a fase do leilão, segue-se agora a consignação, com a escolha das áreas geográficas das faixas de frequências, seguindo-se um relatório com audiência prévia. Depois do relatório final os operadores têm 10 dias para o depósito do valor de reserva, sendo depois iniciados os procedimentos.

"Para nós seria amanhã", afirmou Cadete de Matos, respondendo ao SAPO TEK sobre quando podem arrancar os serviços. "A Anacom está com muita vontade e empenhamento [...]  há procedimentos que têm de ser cumpridos", afirmou, adiantando que "da nossa parte o compromisso é absoluto para que o processo seja mais célere".

566,8 milhões de encaixe e seis empresas com licenças

Foram 1.727 rondas e mais de 9 meses de licitação, só na fase principal que teve início a 14 de janeiro deste ano, mas o procedimento para o leilão já se arrasta há anos, com a definição do regulamento e das obrigações de cobertura, a redefinição do espectro dos 700 MHz que estava alocado à TDT e uma paragem forçada por causa da pandemia da COVID-19.

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Ontem a Anacom deu por encerrado o leilão e partilhou dados das empresas que participaram e do encaixe potencial, que é de 566,8 milhões, muito acima do valor definido para a reserva de espectro que estava fixado nos 237,8 milhões. Seis empresas adquiriram faixas do 5G, o que duplica o número de operadores de serviços móveis em Portugal, aumentando a concorrência para os "incumbentes" MEO, NOS e Vodafone. Todos ficam com licenças para 20 anos, incluindo o operador grossista Dense Air que tinha licenças para apenas 4 anos.

Nota de redação: Notícia atualizada com mais informação. Última atualização 14h02.

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