
Ao longo do ano passado os serviços em pacote renderam aos operadores de telecomunicações 2,2 mil milhões de euros, 54,9% do total das receitas retalhistas. O valor, sem IVA, representa um aumento de 6,6% face ao ano anterior e em mais de metade (68,7%) já diz respeito a pacotes com quatro ou cinco serviços.
Segundo a Anacom, o crescimento anual das receitas de serviços em pacote foi em 2024, ainda assim, o mais baixo dos últimos dois anos.
A receita média mensal por cliente deste tipo de serviços foi de 39,74 euros (mais 4,4% do que no período homólogo). No caso das ofertas 4/5P, a receita média mensal foi de 47,96 euros, também a crescer (2,7%). Os clientes com três serviços agregados pagam, em média, 31,11 euros.
No final de 2024 existiam em Portugal 4,7 milhões de subscritores de serviços em pacote, mais 78 mil do que no mesmo trimestre do ano passado, num crescimento que reflete, principalmente, a adesão crescente a ofertas que combinam quatro ou cinco serviços.
Estas ofertas somam 2,8 milhões de clientes, mais de metade dos subscritores das ofertas em pacote (58,3%). A segunda configuração mais popular é a das ofertas com três serviços associados, ainda usadas por 1,6 milhões de subscritores (33,2%), mas em queda (5,9%).
A grande maioria das ofertas em pacote são usadas por clientes residenciais (86,8%). No segmento não residencial, que representava 13,2% do total, usavam-se sobretudo ofertas com dois serviços, opção em quase um quarto dos contratos.
O serviço mais contratado em pacote era a televisão, com 98,2% dos acessos associados a pacotes, logo seguido pela internet: 96,3% dos acessos de internet fixa ativos estavam associados a contratos que combinam outros serviços de telecomunicações.
A Meo liderava no final do ano, com uma quota de serviços em pacote de 41,7%. Seguia-se a NOS com 34,9%, a Vodafone (20,6%) e o grupo DIGI/NOWO (2,6%). Na comparação com os três meses anteriores aos do final do ano (julho - setembro), a MEO e a Vodafone aumentaram a quota de clientes ligeiramente. A NOS reduziu.
A maior quota de receitas também foi para a Meo, que ficou com 39,3% do bolo, já a NOS liderou em quota de mercado de receitas nas ofertas em pacote para o segmento residencial e, também nas ofertas 4/5P.
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