A saída do Reino Unido da União Europeia pode comprometer o seu contributo no Projeto Galileo, segundo reporta o Financial Times. As empresas britânicas estão a ser excluídas do fabrico dos componentes necessários para a construção dos satélites de GPS previstos no projeto (e estão a ser entregues a grupos franceses). Também o exército de Sua Majestade poderá ser impedido de utilizar as informações encriptadas de posicionamento geradas pelos satélites.

O jornal reporta que a exclusão do Reino Unido compromete a sua segurança nacional, assim como a sua indústria aeroespacial em geral, devido à importância do projeto na sua estratégia. A Comissão defende que o Reino Unido terá de finalizar os compromissos de segurança com a Comunidade Europeia sem o envolvimento do Projeto Galileo, já que devido à sensibilidade do sistema de dados, este poderá ficar comprometido, já que foi desenhado para utilização apenas pelos seus membros.

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Já o governo britânico está a tomar as medidas necessárias para se manter ligada ao projeto, através de uma parceria especial, alegando a importância do seu envolvimento na segurança da Europa e do próprio país. A isto some-se a intenção de lucrar com as projeções assinaladas de 40 mil milhões de Libras geradas anualmente da indústria aeroespacial previstas para 2030. Até à data, os contratos ligados ao projeto Galileo geraram ganhos estimados de 1.000 milhões de Libras até à data às empresas britânicas envolvidas.

O Projeto Galileo é o sistema europeu de navegação por satélite que pretende afirmar-se como alternativa ao GPS. Os primeiros satélites foram lançados em outubro de 2011 e até 2020 estarão em órbitra 30 satélites que compõem o sistema Galileo. Até à data já estão no espaço 18 satélites europeus.

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