A estratégia valeu-lhe um processo e a acusação de não proteger devidamente a privacidade dos seus clientes, de que agora se livra graças a um acordo alcançado com a Comissão Federal das Comunicações.

Nos termos do acordo, a Verizon compromete-se a pagar uma multa de 1,35 milhões de dólares e a alterar políticas de partilha de informação com parceiros. Até agora os clientes tinham de assinalar expressamente a vontade de não participarem neste tipo de programas, indicando que não aceitavam a instalação de supercookies para monitorizar a sua atividade online. De agora em diante a regra inverte-se e só quem assinalar que está disposto a fornecer informação será monitorizado.

Os supercookies permitem registar informação sobre os hábitos de navegação online de forma permanente. São baseados nos cookies mas são mais difíceis de detetar e de eliminar. A Verizon usava-os desde 2012 e permitia que um conjunto de empresas parceiras acedesse a todos os dados que registavam para seu próprio proveito.

A utilização destes supercookies sem que os clientes sejam avisados disso só pode continuar a ser um recurso nos serviços empresariais da empresa e para ajudar a direcionar os serviços comercializados pela própria operadora.

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