A Vodafone vai realizar testes junto de clientes empresariais e particulares que têm como principal objectivo ajudar a operadora a definir uma estratégia comercial para a tecnologia push to talk over cellular. Esta tecnologia que funciona sobre GPRS tem vindo a ser promovida pelos fabricantes de telemóveis como complementar aos serviços tradicionais de voz nas redes móveis.



Embora não garante que a decisão de avançar para o mercado seja 100 por cento segura, a Vodafone encara o push to talk como "uma tecnologia com bastante potencial", pelo que uma evolução positiva nas experiências programadas deverá conduzir à definição de uma oferta.



Ao sucesso da experiência junta-se a necessidade de estarem reunidas as condições ao nível dos "standards, interoperabilidade entre equipamentos e uma oferta mais diversificada por parte dos fabricantes", acrescenta a operadora em declarações ao TeK. Reunidas todas estas condições a Vodafone admite avançar com uma oferta comercial no segundo semestre de 2005.



No segmento de particulares a operadora aposta num passatempo que colmata na escolha de 50 utilizadores para testar o serviço durante três meses. Os equipamentos são fornecidos pela Vodafone, neste caso através da Yorn, funcionando como recompensa pela chegada à fase final do passatempo e passagem à fase da experiência que arranca no dia 15 de Outubro.



Nos três meses que se seguem os clientes serão observados pela operadora que procura pistas para definir um modelo de serviço e um sistema de tarifação que deverá ser distinto para clientes empresariais e individuais.



A TMN está também a preparar testes da tecnologia junto de utilizadores particulares e empresariais que deverão ter início "a muito breve prazo", logo que estejam fechados acordos com os fabricantes, revela Miguel Geraldes.



O responsável pela área de marketing da TMN diz que a operadora vê com interesse a tecnologia, mas admite ter ainda algumas dúvidas sobre o seu interesse para o mercado de particulares, já no mercado empresarial as ofertas comerciais existentes nos Estados Unidos mostram uma boa receptividade.



Assim, a TMN admite desde já a possibilidade de vir a lançar uma oferta comercial da tecnologia para o mercado empresarial, mas é mais cautelosa no que respeita ao segmento de particulares. Os testes a realizar serão críticos para a decisão, assim como os avanços ao nível das tecnologias dominantes e da oferta de equipamentos.



Ainda assim, Miguel Geraldes concorda que na segunda metade de 2005 a tecnologia estará madura e será claro o seu interesse ou não, lembrando que outras plataformas idênticas estão a ser desenvolvidas e poderão entretanto sobrepor-se ao push to talk.



A tecnologia push to talk é já utilizada nos Estados Unidos, mas na Europa está a dar os primeiros passos. O terminal usado pela Yorn nesta experiência é um Nokia 5140, já disponível para venda, mas com a função desactiva. Também a Motorola apresentou na primeira metade do ano três telemóveis equipados com esta funcionalidade, um dos quais para o mercado europeu, a que se seguiram a Alcatel e a LG.



Não obstante os esforços das fabricantes, apenas no início deste mês surgiu a primeira oferta comercial do serviço na Europa. Depois de nove meses de experiências a Orange foi a primeira a avançar com um serviço a que chama Talk Now, dirigido aos clientes empresariais e taxado de forma idêntica às chamadas de voz durante a fase promocional.



O push to talk tem a vantagem de permitir estabelecer uma comunicação directa entre dois interlocutores ou entre grupos até um máximo de dez pessoas, através de um botão num sistema em tudo idêntico ao de um Walkie Talkie, mas sem as limitações de distância que este colocaria, já que se trata de uma comunicação suportada por rede celular (GPRS).



Sobre as potencialidades da tecnologia, a Vodafone sublinha precisamente o facto de esta oferecer uma cobertura nacional e internacional que poderá trazer enormes vantagens ao mercado empresarial, sobretudo em negócios com colaboradores no terreno, exemplifica a operadora.



Até à data de fecho da peça não foi possível obter comentários sobre o interesse da Optimus na tecnologia. Ainda em Julho a empresa tinha afirmado estar atenta aos desenvolvimentos do push to talk mas não ter planos para a sua adopção a curto prazo.



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