A Vodafone vai remover todos os equipamentos da Huawei que façam parte da estrutura de redes móveis europeia. A decisão surge após o Reino Unido ter anunciado que iria dar luz verde à fabricante chinesa para a construção da rede 5G em solo britânico, se bem que sem acesso às partes “não-contenciosas” da infraestrutura.

De acordo com declarações de Nick Read, CEO da Vodafone, à Reuters, a decisão surge também no âmbito do lançamento de um conjunto de ferramentas por parte da Comissão Europeia para mitigar os perigos relacionados com a adoção do 5G pelos seus Estados-Membros.

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Recorde-se que a “toolbox” anunciada por Margrethe Vestager, vice-presidente executiva da pasta Era Digital, não visa nenhum país ou empresa em específico, mas contém medidas cujo objetivo é respeitar “o mercado interno e os cidadãos contra os perigos cibernéticos relacionados ao 5G”.

Ao todo, a operação de remoção dos componentes fabricados pela Huawei das partes mais sensíveis da infraestrutura de redes móveis europeia da Vodafone levará cerca de 5 anos a ser realizada, associado a um custo de 200 milhões de euros.

O responsável da Vodafone avança, em entrevista ao The Guardian, que se todos os países da Europa colocassem em prática a decisão do governo britânico de colocar um limite máximo de 35% na participação nas partes de baixo risco da infraestrutura da rede a empresas como a Huawei, tal poderia significar um atraso na implementação do 5G no território.

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“Precisamos de avançar com as redes móveis de quinta geração para ganharmos vantagem neste panorama tão competitivo. Os Estados Unidos e a China estão a liderar a «corrida». Não podemos adiar a implementação e a aplicação de um limite máximo seria algo muito restritivo”, afirma o responsável da empresa britânica.

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