Mike Jones, vice-presidente da Outsystems para a área do marketing, falou ao TeK para explicar os potenciais impactos positivos que o negócio anunciado recentemente com o departamento de defesa norte-americano podem ter para a empresa. Na conversa o responsável explica a relevância dos Estados Unidos na estratégia de internacionalização do grupo e também mostra em que outras geografias está a Outsystems a apostar.



Brasil e Austrália estão entre os mercados que a Outsystems também tem apostado fora do país, mais recentemente, ainda que a operação em Portugal continue a ser bastante relevante. Portugal é também o local de desenvolvimento de toda a tecnologia na base das soluções da fabricante.


O contrato que a Outsystems anunciou recentemente com o departamento de Defesa norte-americano integra-se num projeto de consolidação dos data centers do exército. Prevê o fornecimento de uma licença da Agile Platform à Divisão de Serviços de Arquitetura de Sistemas do Centro de Engenharia de Software do Exército Americano e também incluí o suporte para a primeira fase do projeto de migração de aplicações, a que se juntam formação e treino aos funcionários da estrutura.



A iniciativa surge no âmbito da Iniciativa Federal de Consolidação dos Data Centers que leva ao terreno um plano de consolidação de 962 centros de dados até 2015 e a criação de uma cloud privada até 2015.

[caption]Mike Jones, Outsystems[/caption]

TeK: Que relevância tem este negócio para a OutSystems em termos financeiros. Terá um impacto importante no peso dos negócios realizados fora de Portugal? É possível quantificar?


Mike Jones:
Este contrato tem naturalmente um grande impacto financeiro mas considero que tem também um valor intrínseco de grande importância pois trata-se de um cartão de visita Internacional de relevo. Este é um projeto grande e complexo, num cliente com grandes sensibilidades técnicas e políticas. Ou seja, quer nos EUA, quer nos outros mercados internacionais onde operamos, o seu valor é também traduzido por credibilidade e reputação.



TeK: No âmbito da abordagem aos mercados internacionais que relevância assume hoje o mercado norte-americano nos vossos negócios e que áreas ou sectores têm mais peso no portefólio de clientes?

Mike Jones:
O mercado internacional terá em 2012 um peso superior a 50% das vendas da empresa, sendo o mercado norte-americano responsável por uma fatia considerável. Os EUA são um mercado prioritário, complexo, onde temos crescido e ganho relevância. Hoje temos clientes em mais de 22 sectores e indústrias diferentes e espalhados pelo mundo inteiro.



TeK: A nível internacional que outras geografias são mais relevantes na operação da OutSystems nesta altura? Este ano o cenário deve manter-se ou estão previstos novos investimentos/desinvestimentos em algumas zonas?

Mike Jones:
A OutSystems é muito ativa em Portugal, nos Estados Unidos e na Holanda, e tem vindo a crescer e a conquistar outros territórios como o Brasil e a Austrália.
Os Estados Unidos da América representam não só o mercado de maior crescimento - onde a OutSystems apresenta o maior volume de negócios a nível internacional - mas também o mais competitivo. A Holanda, onde já estamos presentes há algum tempo, continua a ser um mercado em crescimento e o Brasil e Austrália apresentam-se como mercados emergentes e com forte potencial.



TeK: A tecnologia da OutSystems é integralmente desenvolvida cá em Portugal? Que recursos e investimento anual suportam a vossa área de I&D?

Mike Jones:
Sim. A tecnologia da OutSystems é integralmente desenvolvida em Portugal. A nossa equipa de R&D trabalha muito próximo dos nossos clientes para ouvir o seu feedback e incorporar no produto, junto das Universidades para manter a investigação sempre a nível máximo e a equipa está sempre atenta as principais tendências internacionais. É a junção de todos estes fatores que torna esta equipa tão especializada e o produto tão especial.



TeK: O projeto que a OutSystems vai ajudar a pôr no terreno nos Estados Unidos tem um objetivo idêntico a um dos pontos do programa que o governo está a desenhar por cá - o Plano Estratégico para as TIC. Quer comentar a iniciativa portuguesa, no que se refere aos objetivos de poupança previstos, ou mesmo a forma como a questão está a ser endereçada?

Mike Jones:
Temos uma opinião positiva relativamente a todas as políticas que visem racionalização de custos e maximização de eficiência, seja nas empresas ou na administração pública. Em Portugal, já temos projetos considerados casos de estudo na Administração Publica, incluindo empresas públicas, organismos de Estado e municípios. É necessário que esse esforço de contenção, mas sobretudo de aumento de eficiência das tecnologias, em benefício dos utentes e dos contribuintes seja maior e acreditamos que o caminho que está a ser seguido vai nesse sentido.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

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