Portugal precisa de infra-estrutura tecnológica



Por Nuno Faleiro *




Portugal tem empresários bem qualificados e preparados, mas num contexto económico como o actual questiono se é suficiente. Será que um empresário com 20 mil funcionários consegue determinar todos aqueles que são essenciais ao funcionamento do seu negócio, consegue decidir no momento com base em informação disponível em tempo real qual o produto que vai continuar a produzir e o que vai abandonar.



Regra geral aqueles que possuem infra-estruturas tecnológicas bem preparadas têm menos dificuldades em decidir pela base informativa factual. Por infra-estruturas adequadas entenda-se desde o hardware, passando pelos recursos humanos técnicos especializados ao software.



Na teoria todas as empresas deviam ter infra-estruturas informáticas evoluídas à medida das suas necessidades mas sempre actualizadas e revistas para que a resposta certa exista no momento certo. Aqui entramos no campo das falácias que não permitem tal acontecer. Falácias como a tecnologia ser muito cara para serem feitos investimentos neste contexto.



De acordo com estudos de mercado, o custo de tecnologia por utilizador hoje atinge níveis muito inferiores quando comparado com há 10 anos atrás. Por acréscimo, hoje temos em todas as formas e feitios soluções oferecidas em renting, em SaaS e mais recentemente em cloud computing.

[caption]Nuno Faleiro - Bizdirect[/caption]

A segunda falácia é a complexidade da criação de infra-estruturas tecnológicas e o seu respectivo tempo de implementação. Com o ritmo de tecnologia a evoluir a uma velocidade cinco vezes superior ao verificado na década anterior, os projectos hoje têm um time to market reduzido e um retorno do investimento muito mais rápido (e assim uma justificação junto do director financeiro mais lógica para o investimento em TI).



A inacessibilidade à informação e falta de oferta em comunicações também cai por terra, pelo rápido ritmo de crescimento da Internet móvel e fixa em oferta e preço e pela crescente oferta de equipamentos móveis como tablets e netbooks a preços acessíveis.



Se juntarmos a este rol de obstáculos ultrapassáveis, a oferta de serviços especializados por empresas agregadoras de soluções de hardware, software e recursos humanos que descobrem a solução de infra-estrutura mais equilibrada e ajustada à realidade de cada cliente, financeira e estrategicamente, é inadmissível que as empresas públicas ou privadas vivam no século passado.



É cada vez mais comum em Portugal e, com ofertas muito apelativas, o renting informático, o SaaS, o outsourcing de recursos humanos técnicos ou o cloud computing. Diria mais, Portugal não está nada atrás do pelotão da frente desta oferta ao mercado, o maior problema está na mentalidade de que o investimento é avultado, que as pessoas não têm capacidade de aprendizagem para lidar com as tecnologias e que criar uma infra-estrutura tecnológica é um processo complexo e avultado. Vejam-se os vários exemplos até de empresas portuguesas criadoras de soluções reconhecidas a nível mundial como a WeDo Technologies, Altitude Software ou a Ydreams.



Arrisco a dizer que 90% das empresas bem-sucedidas hoje em Portugal devem muito à tecnologia que nelas existe e que é aproveitada adequadamente pelos seus recursos humanos. Mais, arrisco a dizer que dessas 90%, cerca de 95% têm soluções de suporte ao seu negócio, para determinar que o caminho certo está a ser tomado ao máximo em cada momento.



Tecnologia há, empresários qualificados também, fornecedores de infra-estrutura tecnológica não faltam, capacidade de produzir e exportar também, de que é que Portugal está à espera?



* Infrastructure Manager da Bizdirect

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