Por Daniel Cruz (*)
Dado o rápido crescimento que está a ocorrer no mercado das infra-estruturas de armazenamento integral em memória flash, que segundo estimativas da Gartner realizadas no ano passado crescerá a um ritmo anual composto de 37% para passar dos 1.430 milhões de dólares de 2014 para cerca de 7.000 milhões de dólares em 2019, a tecnologia flash tem de recriar a percepção que há de si própria dentro do sector. Tradicionalmente, entendia-se que o principal argumento da memória flash era o seu grande rendimento e a sua reduzida latência e consumo eléctrico.
Geralmente, as infra-estruturas totalmente flash são usadas para lidar com aplicações que exigem o maior rendimento, desde bases de dados para páginas Web e plataformas de trading, até ao grande volume de trabalho que representam as infra-estruturas de escritórios virtuais (VDI).
Não obstante, os centros de dados integralmente baseados em flash, que até agora se podiam considerar quase uma quimera, estão a ser chamados a tornar-se realidade. A procura de aplicações de alto rendimento que vão além do rendimento óptimo dos sistemas flash tradicionais está a aumentar continuamente, a ponto de, ainda que actualmente nenhum centro de dados use exclusivamente armazenamento flash, a Gartner estimar que, em 2020, 25% dos centros de dados serão unicamente flash. É precisamente por isto que consideramos que a retórica em torno do armazenamento flash deve mudar.
A um nível operacional, ao falar da tecnologia flash, os especialistas em tecnologia ainda se concentram obsessivamente nos números de rendimento quando, apesar disso, o foco do debate deveria ser o serviço. Em geral, as matrizes integralmente flash oferecem níveis de rendimento capazes de lidar com qualquer conjunto de dados, pelo que, a cada ano, os principais fabricantes competem de forma mais agressiva na arena do custo.
Encontramo-nos num ponto de inflexão para a tecnologia flash, que deixou de ser uma tecnologia que simplesmente torna mais fácil a vida dos departamentos informáticos, para também oferecer valor estratégico e potencial de expansão do negócio.
(*) Territory Manager NetApp Portugal
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