Por Miguel Paulo (*)

Imagine 2025. O Ricardo, operador fabril, de 24 anos, numa fábrica do sector automóvel do distrito de Setúbal chega ao seu local de trabalho. A sua responsabilidade é a de montar uma transmissão e seguidamente fazer o seu controlo de qualidade através de testes.

Este é um procedimento complexo que lhe leva cerca de 20 minutos a executar pois existem diversas dezenas de peças a instalar e ajustes que terão de ser efetuados. Para que as quotas de produção estejam em dia muito depende o sucesso das tarefas que vários operadores fabris especializados, similares ao Ricardo, executam nesta fábrica.

O Ricardo já não se recorda da última vez que pegou num manual para verificar um procedimento. Não que não os saiba de memória mas, uma vez que as configurações da transmissão são mudadas várias vezes ao dia consoante a especificação do cliente, esta é uma tarefa exigente.

Afinal de contas a indústria 4.0 é uma coisa do passado. Hoje em dia é usual colocar os seus óculos de realidade aumentada no início do turno e apenas os retirar no final. Estes permitem-lhe aceder automaticamente ao modelo da transmissão que terá de montar, quais os passos a seguir e a visualizar uma camada digital em cima do modelo físico, indicando-lhe como deverá proceder e qual será o passo a seguir.

Em caso de dúvida, sabe também que poderá entrar em contacto com um colega mais experiente (o José) que conseguirá ver exatamente o que o Ricardo vê e indicar-lhe qual a melhor forma de proceder.

O melhor? O Ricardo consegue seguir as instruções do José uma vez que a camada digital apresentada nos óculos é agora a que o José está a partilhar e indicar.

E após a montagem? Bem, nesse caso o Ricardo sabe que automaticamente bastará apenas olhar para o modelo final e que o próprio sistema lhe indicará se a peça está conforme para passar no controle de qualidade.

O José, colaborador experiente, viu todo este processo começar em 2020 com a implementação dos primeiros treinos em realidade aumentada. Primeiro estranhou. Qual seria a vantagem? Mais manuais? O José recordava-se que, em 2016, os aparelhos além de aquecerem e serem desconfortáveis, também o deixavam com dores de cabeça e a bateria pouco durava. Os modelos demoravam bastante a carregar e interatividade era limitada.

Mas 2020, recorda-se José, terá sido o ano da mudança. Com a entrada do 5G, melhor hardware, interfaces mais interativos e uma integração entre os modelos digitais feitos na fábrica e a sua visualização, esta tecnologia avançou mais rápido do que pensava.

Esta é a história de uma empresa industrial e de como a mesma poderá ser em 2025. A Siemens, através do seu laboratório de inovação – I-Experience Center 4.0 – possibilita aos seus parceiros, clientes e meio académico colocarem em prática a visão aqui descrita. Liderando o processo de implementação de realidade aumentada e virtual na indústria, a Siemens está a apoiar o processo de transformação digital de várias empresas.

E agora? Quer ficar em 2019 ou junta-se a nós em 2025?19

(*) O Miguel é responsável global da Siemens para realidade aumentada e virtual. Faz também parte do Digital Enablement Center (DEC) trazendo inovação para a oferta de soluções e serviços de TI disponibilizados pela sede da Siemens na Alemanha.

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