Um estudo realizado pela ENISA conclui que o cloud computing começa a ser uma infraestrutura crítica na Europa. Essa condição resultada do elevado número de utilizadores e serviços que correm esta opção tecnológica, e do facto de cada vez mais serviços críticos estarem a recorrer à tecnologia, como os serviços financeiros, a saúde ou seguros.



A pesquisa da agência europeia de segurança também sublinha que em poucos anos o recurso ao cloud tende a aumentar ainda mais, tornando muitas organizações dependentes da tecnologia e abrindo caminho a serviços cloud com dezenas de milhões de utilizadores.



Há tendência são apontados aspetos positivos: a concentração de serviços em grandes fornecedores garante acesso a tecnologias de última geração. Para além disso as tecnologias cloud tornam difíceis de executar alguns dos ataques que hoje se impõem como principais desafios para quem opera infraestruturas críticas, como os ataques DDoS, por exemplo.



No entanto, se umas ameaças perdem força outras podem tornar-se mais sérias, como os efeitos de um exploit de uma falha de segurança em software, exemplifica a ENISA. Perante um problema de segurança ou uma falha "o impacto será grande, afetando muitas organizações e cidadãos de uma só vez", defende Marnix Dekker, um dos autores do estudo.



"Nos últimos anos houve vários exemplos de falhas que afetaram serviços usados por milhões de utilizadores", acrescenta o mesmo responsável.



No mesmo estudo a ENISA deixa um conjunto de nove recomendações dirigidas a quem gere infraestruturas com informação crítica que cobrem essencialmente duas áreas: definir os riscos inerentes à manutenção de grandes infraestruturas deste tipo e incluir isso nos planos de risco nacionais; trabalhar com os fornecedores de serviços na definição de esquemas de comunicação de eventos para melhorar a prevenção.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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