A Theia, uma startup portuguesa na área da monitorização de património cultural, histórico e arqueológico através de dados de satélite, foi a vencedora da categoria de Digital Transport Challenge da edição de 2019 dos prémios Copernicus Masters. A cerimónia conhecida como os “Óscares do Espaço” ocorreu em Helsínquia e distinguiu os projetos mais inovadores e sustentáveis que utilizam dados de observação da Terra do satélite europeu Copernicus.

O ERMES, ou Extensive Road Monitoring Early-Warning System, tem como objetivo permitir uma avaliação mais rápida e eficiente da integridade das estruturas rodoviárias após desastres naturais. O projeto recorre a dados de observação da Terra obtidos através de satélite para monitorizar a estabilidade de taludes e o abatimento do solo de autoestradas, identificando situações de risco. A aplicação do projeto poderá minimizar não só os desafios logísticos, mas também dos custos do levantamento de informação no terreno.

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A Theia é apoiada pela iniciativa Small Business Applications da Agência Espacial Europeia (ESA), a qual é coordenada a nível nacional pelo Instituto Pedro Nunes (IPN). A empresa integrou também por dois anos o ESA BIC Portugal. O programa liderado pelo IPN é um dos quinze atuais centros de incubação da ESA a nível europeu e apoia startups que empregam tecnologias espaciais em utilizações industriais e comerciais não espaciais em áreas como a saúde, energia, transportes, segurança ou a vida urbana.

A edição de 2019 dos “Óscares do Espaço” atribuiu oito prémios a projetos inovadores nas áreas das energias renováveis, da proteção ambiental, da agricultura inteligente, da gestão de catástrofes, dos transportes digital e das cidades inteligentes.

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Este ano, a grande vencedora foi a Green City Watch, a qual tem como missão revolucionar a forma como se encara a natureza nas cidades. No ano passado, a competição foi ganha pela empresa portuguesa CybELE, com um serviço que ajuda a resolver crimes ambientais recorrendo a imagens de satélite.

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