O segmento dos chamados "relógios de pulso inteligentes"- no conceito atual da expressão - é recente e por isso ainda há muita expectativa sobre as capacidades que os novos dispositivos poderão oferecer.

Resumidamente (ou será antes melhor dizer, por agora), o smartwatch vai ser um segundo ecrã do telemóvel, uma espécie de espelho que irá replicar as funções do telefone, ao qual se liga por bluethooth.
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A partir do seu pulso poderá gerir tarefas mais "básicas", como ligar para alguém, atender uma chamada ou receber mensagens de texto, sem tirar o telemóvel do bolso ou da mala.

O relógio vai também facilitar o acesso a determinados conteúdos de forma mais rápida, como a consulta de emails.

O derradeiro objetivo será libertar-nos um pouco do telemóvel em si (embora este tenha de estar por perto), transferindo para um acessório mais wearable algumas das funções da comunicação móvel. E no limite há pelo menos uma certeza garantida: quem usar vai voltar a ver as horas no pulso, um hábito perdido (no tempo) por muitos de nós.

Com ainda poucas opções no mercado, as previsões apontam para que este ano dificilmente se venda mais de um milhão de smartwatches em todo o mundo, mas a chegada já anunciada de novos modelos ao mercado vai fazer aumentar os números.

[caption]Pebble Smartwatch[/caption]

Chegadas prometidas

A IFA foi o palco escolhido para Samsung, Sony e Qualcomm mostrarem as suas mais recentes propostas para o segmento dos relógios inteligentes.

A gigante sul-coreana estreia-se com o Galaxy Gear, um modelo de ecrã AMOLED de 1,63 polegadas com uma resolução de 320x320 píxeis que começará à chegar aos mercados mundiais a partir de 25 de setembro. O preço de referência para o mercado norte-americano é de 299 dólares, cerca de 226 euros.

[caption]Samsung Galaxy Gear[/caption]

A mais recente proposta da já repetente Sony, o Sony Smartwatch II, tem um ecrã com 1,6 polegadas e 220x176 pixéis. O modelo fica disponível mais para o final de setembro e vai custar 179 dólares, cerca de 135 euros.

A Qualcomm também escolheu a feira alemã para apresentar o seu primeiro smartwatch que leva o nome de Toq. A intenção é que o relógio chegue ao mercado ainda este ano com um preço que deverá rondar os 300 dólares.

[caption]Toq[/caption]

São estes alguns dos modelos que farão com que no próximo ano sejam comercializados mais de cinco milhões de relógios inteligentes, nas previsões da Canalys, num mercado que também está à espera de ter, em breve, um iWatch à venda e, quem sabe, um Windows/Surface/Lumia Watch, agora que a Microsoft comprou o negócio de telemóveis da Nokia.

Apesar do otimismo, a consultora não deixa de apontar alguns handicaps ao segmento que começa agora a ganhar forma, falando nomeadamente nas limitações em termos de autonomia dos novos dispositivos.

O desenvolvimento de uma plataforma própria lhes permitisse valer por si próprio e deixar de ser apenas um segundo ecrã do telemóvel também será um desafio interessante para a indústria.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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