Os Estados Unidos não renovaram a licença que autoriza as empresas americanas de fazer negócios com a Huawei, e ainda reforçou as medidas, adicionando mais 38 empresas ligadas à Huawei, de 21 países, somando assim um total de 152 subsidiárias na "lista negra" desde maio de 2019.  As empresas americanas deixam assim de poder fornecer componentes, tecnologia e software às visadas.

A Huawei corre um risco de ficar sem componentes para o seu próprio processador Kirin, e poderá deixar de os fabricar a partir de 15 de setembro. As empresas que trabalham para a fabricante precisam de ter acesso a tecnologia americana para continuarem a produzir, visto que a Huawei não tem capacidade de os fabricar internamente. A solução da Huawei poderia passar por comprar processadores às próprias rivais MediaTek e Samsung, algo que a Qualcomm já se queixou por perder a competitividade.

A fabricante chinesa já teria mesmo fechado negócio com a MediaTek, que tinha 30 milhões de processadores em stock para a Huawei. Porém, o reforço das regras impostas pelos Estados Unidos parece abranger também a MediaTek, que passou a ficar com dúvidas se pode vender os chips, correndo o risco de infringir a ordem executiva de Donald Trump, avança o Taiwan News.

A MediaTek refere que as novidades do embargo não deveriam refletir-se nas relações com a Huawei, mas o certo é que as palavras não convenceram os acionistas e as ações da empresa caíram. As palavras dos executivos da empresa são cuidadosas: “Seguimos sempre as leis globais do mercado, e estamos a ter muita atenção às mudanças no controlo de exportações dos Estados Unidos, e a consultar aconselhamento legal. Iremos obter as mais recentes regulamentações e conduzir uma análise para garantir o cumprimento das mesmas. Baseado nas informações dessa avaliação, estas não têm impacto significativo na nossa empresa nas condições de operações a curto-prazo”.

A fabricante do Taiwan poderá ser obrigada a cumprir com os cortes à Huawei, uma vez que utiliza software americano para projetos de circuitos integrados. A Gizchina afirma que existem relatos de que a MediaTek tem um stock de 30 milhões de chips para a Huawei que podem ser cancelados. E caso o negócio acabe, o “mono” poderá ser repartido entre outras empresas chinesas como a Xiaomi, Oppo e Vivo, evitando assim as perdas no investimento dos componentes.

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