Num dia aberto para mostrar as inovações mais recentes, a EasyJet explicou como tem feito evoluir as experiências que vem realizando desde 2013 com drones, num projeto onde teve como parceira a Universidade de Bristol.


A empresa prevê que em meados de 2016 estejam reunidas as condições para automatizar as ações de inspeção feitas aos aviões para detetar danos. Nos últimos testes conseguiu fazer a inspeção completa de uma aeronave, cobrindo todos os pontos, apenas com recurso ao veículo autónomo que é pré-programado para a operação.


O processo é mais rápido que o atual - assegurado por técnicos que vão ao local - e vai ter um impacto importante na eficiência da operação, já que permitirá acelerar a monitorização, diminuindo o tempo que os aparelhos têm de estar em terra.


Os dados recolhidos pelo drone são enviados automaticamente para os sistemas da companhia e analisados (as imagens são recolhidas através de câmaras e laser como é possível ver na galeria abaixo). Os drones serão usados, a partir do próximo ano, em todas as bases europeias da companhia, revelou esta tarde a EasyJet.


A impressão 3D é outra tecnologia que a fabricante está a testar, em parceria com fabricantes de peças e outros parceiros. Os testes têm ensaiado o fabrico de componentes ou partes de componentes das aeronaves que vão permitir acelerar o ritmo das separações e, em alguns casos, evitar que toda a peça tenha de ser substituída.

O objetivo é conseguir reduzir o tempo e os custos de manutenção das aeronaves, simplificando processos de logística e reduzindo as necessidades de stock. Para quem fabrica as peças é também uma forma de reduzir e simplificar os custos de fabrico, já em que muitos casos é possível reduzir a um único componente peças que fabricadas com outros métodos exigem a combinação de vários componentes.



A impressão 3D está a ser testada por várias companhias e também por fabricantes. Para que o método seja aprovado tem de ter luz verde num conjunto de testes, um processo que já está em marcha e que tem obtido resultados positivos, explicou um responsável Safran que demonstrava os avanços já alcançados e algumas das peças impressas em 3D no evento organizado pela EasyJet.


Realidade Virtual: tecnologia para formar tripulantes

A realidade virtual está no centro das estratégias de muitas empresas de tecnologia e o próximo ano vai trazer o lançamento de vários dispositivos que o confirmam, mas o potencial da tecnologia chegará a muitas outras indústrias. A aviação pode ser uma delas.


No caso da Easyjet, a versão de testes dos Oculus Rift é o instrumento usado para experimentar uma nova metodologia de formação dos tripulantes de cabine num ambiente o mais próximo possível da realidade.

Por enquanto é uma experiência, até pela falta de dispositivos que permitam avançar mais à séria, mas a companhia garante que está a olhar atentamente para este mercado e pode vir mesmo a criar programas de formação para realidade virtual.

Esta quinta-feira a empresa mostrou o que está a fazer nestas três áreas e também detalhou os próximos desenvolvimentos em que está a trabalhar no domínio das aplicações móveis, como o TeK já relatou nesta notícia.

Na galeria abaixo pode ver as imagens que retratam as novidades.

Cristina A. Ferreira

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