Reparar um tecido interno com agrafos ou com pontos pode nem sempre é a solução perfeita e mais saudável, mas as colas utilizadas pelos médicos para as feridas externas não "agarram" internamente devido à toxicidade e à falta de aderência. Os investigadores descobriram agora uma forma mais eficaz e que consegue lidar com a elasticidade necessária em determinadas zonas do corpo.

Tendo por base o muco libertado pela lesma Arion fuscus os investigadores perceberam que conseguiam aproveitar alguns componentes desta substância para criar uma espécie de adesivo resistente, elástico, com aderência a tecidos húmidos e não prejudicial à saúde (ao que os testes indicam até ao momento).

O vídeo que reproduzimos abaixo mostra o processo, mas tem imagens que podem ser chocantes para utilizadores mais sensíveis.

Até ao momento os investigadores já conseguiram "colar" a pele de um porco, a cartilagem, um coração a funcionar e um coração parado, artérias e até mesmo o fígado do animal, um órgão bastante viscoso. Durante o período de testes o adesivo conseguiu aderir bem a qualquer superfície, resistir ao movimento e esticar mais que o necessário sem se rasgar. A adesão ocorre numa questão de minutos e consegue agarrar-se a órgãos que estejam cobertos de sangue sem qualquer problema.

A equipa de investigadores vai ter muito trabalho para conseguir levar os novos adesivos até às salas de cirurgia mas este é um passo que pode vir a mudar a medicina tradicional. Com este tipo e adesivos será mais fácil tapar um ferida interna por muito sangue que provoque.

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