A Nasa tem vindo a observar aquela que chama carinhosamente de Great Red Spot e admite que perceber a mancha não é fácil. E que a culpa é de Júpiter e da sua atmosfera.

O anticiclone gigantesco que causa a mancha é gerado por uma tempestade de ventos a mais de 640 km por hora, e já está nos céus do planeta pelo menos há 150 anos. Mas até pode durar há mais tempo, já que as primeiras observações do planeta mostravam em 1660 uma mancha vermelha, que pode ser causada pelo mesmo fenómeno.

 

 

Na Terra os furacões mais poderosos têm ventos a uma velocidade que ronda os 300 km por hora, e o maior de sempre tinha uma dimensão equivalente ao estado do Texas, mas estas medidas são pequenas quando comparadas com o tamanho da mancha vermelha de Júpiter, que tem o dobro da dimensão da Terra. No total, Júpiter tem cerca de 100 vezes o tamanho do planeta Terra.

Num post publicado no site da NASA, a agência espacial admite que continua a tentar perceber a razão que justifica a cor da mancha gigante, num planeta cuja atmosfera é composta por gás (hidrogéneo e hélio) e que tem um oceano de hidrogéneo liquido, sem terreno firme. 

Apesar do que já se sabe, não se consegue ainda observar claramente as camadas mais baixas da atmosfera, e as sondas e telescópios só conseguem observar as nuvens de maior altitude.

Amy Simon, especialista do Nasa Goddard Space Flight Center, explica que o estudo de Júpiter e da Great Red Spot pode ajudar os cientistas a perceber melhor os sistemas climatéricos da Terra.

Algumas análises indicam que a atmosfera superior de Júpiter é composta de amónia, hidrossulfeto de amónio e água. Mas ainda não se percebe como é que estes químicos reagem para produzir o colorido da mancha vermelha, uma investigação que vai continuar.

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