Quem se levantou muito cedinho ainda pode ter visto uma pequena parte do último eclipse lunar de 2021, o único parcial mas que é também o mais longo, coincidindo com o que os norte americanos chamam uma Beaver Moon, ou Lua do Castor.

Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, este eclipse podia ser visto na Europa Ocidental, mas é no continente americano, Ásia, Austrália e nos Oceanos Atlântico e Pacífico que o fenómeno pode ser observado por mais tempo.

A NASA explica que este eclipse é mais longo por causa da velocidade orbital da Lua e por ser quase total.

Já foram partilhadas algumas imagens, mas é de esperar que nas próximas horas os apaixonados da astrofotografia divulguem mais fotos.

O Observatório de Griffith preparou uma transmissão em direto onde era possível acompanhar o fenómeno. A transmissão começou pelas 6 da manhã e manteve-se até ao final do eclipse, previsto para as 12h04.

Pode rever o vídeo que entretanto foi disponibilizado depois de ter terminado a transmissão online

“Infelizmente em Portugal continental, o máximo do eclipse não será visível, pois a lua entra na Penumbra pelas 6 horas numa altura em que está bem baixa no horizonte”, refere o Observatório de Lisboa.

Nesta ocasião a lua encontra-se na constelação do Touro na direção Noroeste. Após 5 minutos da Lua entrar na umbra ocorre o seu ocaso e deixa de ficar visível. Na Madeira também não será muito fácil observar, apenas durante 23 minutos até entrar na umbra. Apenas nos Açores poderá observar, pois a Lua vai permanecer “escondida” na umbra durante uma hora e 11 minutos até o seu ocaso.


Veja algumas imagens que mostram o eclipse da Lua

Apesar do eclipse ser considerado parcial, a Terra vai tapar praticamente a totalidade da Lua, que ficará com 97% de sombra.

O eclipse acontece sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos. E o eclipse parcial só ocorre em caso de haver Lua Cheia e a sua passagem pelo seu nodo orbital, refere o OAL.

A NASA diz que este é o eclipse parcial mais longo num milénio, marcando 3 horas, 28 minutos e 23 segundos. Diz que não existe registo semelhante desde o dia 18 de fevereiro de 1440, o qual durou 3 horas, 28 minutos e 46 segundos.

E a Agência espacial norte-americana já fez a projeção no futuro, dizendo que só no dia 8 de fevereiro de 2669 vai ser batido o recorde de 3 horas, 30 minutos e 2 segundos. No entanto, refere que no dia 8 de novembro do próximo ano vai ocorrer outro longo eclipse lunar parcial.

Nota da Redação: A notícia foi atualizada depois do final da transmissão. Última atualização 12h42

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