Os últimos sete anos foram os mais quentes de sempre no planeta Terra desde que há registo e as previsões deixam antever que a sequência poderá muito bem prolongar-se, à medida que a temperatura continua a sua escalada, devido às emissões de combustíveis fósseis.

Os dados foram apresentados esta segunda-feira pelo Copernicus Climate Change Service e revelam que, apesar de a temperatura não ter sido tão elevada como em anos anteriores, as emissões de dióxido de carbono e especialmente de metano voltaram a estar a muito acima do desejável.

As conclusões colocam 2021 juntamente com 2015 e 2018, na parte inferior da classificação dos sete anos mais quentes, no entanto o ano passado é no geral o quinto mais quente de sempre, com uma diferença de temperatura superior entre 1,1 °C a 1,2 °C à média calculada para a era pré-industrial (1850-1900).

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A classificação foi influenciada por fatores específicos como o El Niño, a corrente oceânica quente originada nas costas peruanas e faz sentir seus efeitos em grande parte do globo, ou La Niña que é o efeito espelho, uma onda de frio.

Definitivamente, 2021 deixou bastante claro os efeitos das alterações climáticas, desde o degelo no Ártico, às enchentes mortais, passando por ondas de calor sem precedentes, incêndios e secas históricas, como testemunham tanto o programa europeu, como o programa dedicado da NASA, a que também se junta, por exemplo, o conjunto de imagens reunidas pelos fotógrafos do Getty Images.

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O verão europeu do ano passado foi o mais quente já registado, aponta a agência, com vários eventos climáticos extremos a afetarem todo o continente, desde as enchentes mortais na Alemanha, Bélgica e Holanda, aos fogos florestais intensos e prolongados, particularmente no leste e centro do Mediterrâneo.

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Recorde-se que o recorde europeu de temperatura máxima foi registado na Sicília com 48,8 graus, valor que demonstra um aumento de 0,8 graus em relação à temperatura mais alta relatada anteriormente.

No relatório, a Turquia é apontada como o país mais afetado pelas ondas de calor em 2021, num grupo que também menciona Portugal, assim como a Grécia, Itália, Espanha, Albânia, Macedónia do Norte, Argélia e Tunísia.

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