A missão EMIT (Earth Surface Mineral Dust Source) da NASA partiu rumo à Estação Espacial Internacional em julho e, desde então, tem ajudado os cientistas a analisarem a composição mineral da poeira nas regiões áridas da Terra, mas este não é o seu único uso. Ao todo, a EMIT conseguiu identificar mais de 50 “superemissores” de metano, um dos gases responsáveis por acelerar o efeito de estufa.

A NASA explica que os “superemissores” detectados através da tecnologia de espectroscopia de imagem da EMIT correspondem a instalações, equipamentos e infraestruturas dos setores dos combustíveis fósseis, gestão de resíduos e agricultura, sobretudo em regiões como Ásia Central, Médio Oriente e no sudoeste dos Estados Unidos.

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Como detalha Andrew Thorpe, investigador da equipa responsável pela missão, certas plumas de metano detetadas “estão entre as maiores alguma vez vistas”. “O que conseguimos identificar num curto período já ultrapassa as nossas expetativas", enfatiza.

A EMIT permitiu identificar, por exemplo, uma pluma de metano com uma dimensão de 3,3 quilómetros no Novo México, Estados Unidos, local onde existe um dos maiores campos petrolíferos do mundo.

Já no Turquemenistão foram identificadas 12 plumas de metano oriundas de infraestruturas de produção de petróleo e gás na cidade de Hazar, com algumas delas a estenderem-se por mais de 32 quilómetros. Entre as emissões detetadas destaca-se também uma pluma de metano oriunda de uma central de gestão de resíduos no Teerão, Irão, com uma extensão de 4,8 quilómetros.

A agência espacial norte-americana recorda que, em comparação com o dióxido de carbono, outro dos gases responsáveis por acelerar o efeito de estufa, o metano perfaz uma fração das emissões humanas de gases de efeito de estufa. No entanto, estima-se que este gás seja 80 vezes mais eficaz a reter o calor na atmosfera terrestre.

“Abrandar as emissões de metano é fundamental para mitigar os efeitos do aquecimento global”, afirma Bill Nelson, administrador da NASA. Segundo o responsável, as descobertas feitas através da missão EMIT ajudarão os investigadores a detetar fugas de metano de uma melhor forma, disponibilizando informação essencial para mitigar as emissões rapidamente.

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