Como explica a NASA, a NGC 1333 encontra-se a cerca de 950 anos-luz de distância, na nuvem molecular de Perseu, e foi observada pelo Hubble para ajudar os cientistas a aprofundar o conhecimento sobre objetos estelares jovens.

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Nesta imagem é possível observar, por exemplo, uma estrela em formação ativa. Esta protoestrela ilumina o gás e poeira espacial que a rodeiam, criando uma nebulosa de reflexão. As duas faixas escuras em lados opostos do ponto luminoso no canto superior esquerdo correspondem ao seu disco protoplanetário e respetiva sombra.

NASA | Hubble | NGC 1333
NASA | Hubble | NGC 1333 créditos: NASA, ESA, K. Stapelfeldt (Jet Propulsion Laboratory), D. Watson (University of Rochester)/Gladys Kober (NASA/Catholic University of America)

Já mais ao centro é possível ver outra nebulosa de reflexão em forma de leque. As duas estrelas na sua base, HBC 340 (em baixo) e HBC 341 (em cima), libertam ventos estelares que, ao longo do tempo, vão “escavando” uma espécie de cavidade na nuvem molecular que as rodeia.

O brilho desta nebulosa de reflexão varia ao longo do tempo, algo que os investigadores atribuem a alterações na luminosidade das estrelas HBC 340 e HBC 341, com particular para a primeira, descrita como a mais brilhante e mais variável das duas.

Segundo a NASA, HBC 340 e HBC 341 são estrelas variáveis de Orion, um tipo de estrelas em formação que apresenta variações irregulares e imprevisíveis de brilho. Acredita-se que estas alterações são causadas por erupções estelares e ejeções de matéria a partir das suas superfícies.

Na imagem há mais quatro estrelas variáveis de Orion, com feixes de luz visíveis, que podem ser encontradas perto da parte inferior e uma no canto superior direito, e que se juntam a outros objetos estelares jovens “salpicados” pelo resto da paisagem.

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Ao longo de mais de três décadas, o telescópio Hubble continua a transformar a maneira como vemos e compreendemos o cosmos, surpreendendo-nos com imagens fascinantes e inspirando novas descobertas.

Recentemente, através de observações feitas com o Hubble, uma equipa de investigadores descobriu um novo tipo de objeto celeste. Descrito como uma nuvem rica em gás, desprovida de estrelas e dominada por matéria escura, o objeto foi batizado como Cloud-9.

Clique nas imagens para ver algumas das imagens mais marcantes da história do Hubble

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