
A composição da maior parte do Universo é uma das maiores incógnitas com que a comunidade se depara atualmente. Sabe-se que a matéria visível representa apenas 5% de tudo o que existe, enquanto o restante será composto de matéria negra e energia escura.
O “lado negro” do Universo torna-se extremamente difícil de estudar, uma vez que não interage com a luz, sendo apenas possível inferir sua existência e posição observando a maneira como interage com a matéria comum em seu redor.
Partindo deste pressuposto, uma equipa internacional de astrónomos apresentou recentemente o mapa mais preciso até à data de como a matéria visível - que compõe os planetas, estrelas, poeiras, galáxias, etc - e a matéria negra estão “espalhadas” pelo universo.
A colaboração foi liderada por cientistas da Universidade de Chicago e do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai e teve por base informação recolhida de dois telescópios diferentes, o Dark Energy Survey e o South Pole Telescope, combinando duas formas diferentes de “olhar para o céu”, para tornar o mapa o mais preciso possível.
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Publicados em três artigos, a partir da publicação Physical Review D, os resultados da nova análise reforçam que há seis vezes mais matéria negra no universo em comparação com a matéria visível, acrescentando, no entanto, que a matéria não está distribuída exatamente como pensado até agora. Tal aumenta o conjunto de evidências de que pode estar a falhar algo no modelo cosmológico padrão atual, que se baseia no princípio de que o Universo é homogéneo em grande escala.
De acordo com os modelos atuais, com o Big Bang, toda a matéria do Universo foi condensada numa singularidade: um único ponto de densidade infinita e calor extremo que explodiu e expeliu quarks, combinando-se rapidamente para formar uma "sopa" de protões, neutrões e núcleos.
Algumas centenas de milhares de anos depois, o Universo começou a expandir-se e a sua composição, na forma de hidrogénio e hélio, arrefeceu, levando à formação das primeiras estrelas, que por sua vez deram origem a elementos mais pesados e à formação de planetas e galáxias, a chamada matéria visível.
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