A Portugal Space vai arrancar no final de março na ilha de Santa Maria, nos Açores, e terá como missão promoção e execução da estratégia Portugal Espaço 2030 e será também responsável pela gestão dos programas nacionais na área do espaço. Terá igualmente a cargo, a implementação e promoção de programas internacionais que envolvem Portugal, como a iniciativa AZORES International Satellite launch Programme, AZORES ISLP.

Por fim, terá também o objetivo de explorar novos negócios que envolvam tecnologias espaciais, com o Governo a projetar um retorno de 400 milhões de euros na próxima década, ou seja, multiplicar por 10 o volume de negócio atualmente nos 40 milhões.

Nesse sentido, segundo uma entrevista do Ministro da Ciência, Manuel Heitor, à TSF, Portugal não pretende competir com as grandes potências mundiais da exploração do espaço. Invés disso, a estratégia é criar valor com a obtenção de dados através da observação da Terra, que serão utilizados em diferentes sectores, como a agricultura e a segurança.

A Portugal Space irá operar em coordenação com a Agência Espacial Europeia, reunindo ainda a colaboração da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Agência Nacional de Inovação, a Defesa Nacional e outra por indicar pela Região Autónoma dos Açores.

A Agência Espacial Portuguesa prevê também levar ao terreno projetos-piloto em diversas áreas, envolvendo a participação de entidades nacionais e estrangeiras. Cabem neste leque: usar dados de satélite para fazer a monitorização do estado de estradas, pontes e barragens; prevenir riscos de sismo; ajudar na gestão das florestas e prevenir fogos; monitorizar o clima; prestar apoio à pesca e promover a segurança marítima; ou difundir conteúdos educativos em massa.

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