Durante o primeiro semestre deste ano as chamadas blended threats foram responsáveis por 60 por cento dos envios de códigos maliciosos, de acordo com o mais recente Relatório de Ameaças de Segurança na Internet da Symantec. Este tipo de ameaça de segurança - que combina as características de vírus, worms, troianos e código malicioso com vulnerabilidades da Internet para iniciarem, transmitirem e propagarem um ataque - continua a ser a reportada com maior frequência, com um crescimento de 20 por cento no período observado.



Outro dos factos salientados no relatório da Symantec é a velocidade de propagação deste tipo de ameaças, que está a aumentar. Como exemplo, o responsável da Symantec Ibérica mencionou o worm Slammer que em poucas horas infectou milhões de máquinas em todo o mundo. A empresa de segurança para a Internet prevê uma maior propagação deste tipo de worms que causarão danos tanto a individuais como a empresas.



Do resultado da última análise da Symantec salienta-se igualmente um aumento de 50 por cento nas tentativas de roubo de informação confidencial durante a primeira metade de 2003, em que os principais alvos são normalmente as instituições financeiras.



No que diz respeito às "preferências" do atacante, denotou-se que 64 por cento de todos os ataques produzidos no primeiro semestre de 2003 foram dirigidos a vulnerabilidades com menos de um ano de existência. Além disso, 66 por cento de todos os ataques registados no período observado utilizaram vulnerabilidades classificadas como extremamente críticas.



Segundo o referido por Joaquín Reixa, director geral da Symantec Ibérica, na apresentação dos resultados da análise à imprensa, o tempo entre a descoberta de um exploit - método para tirar partido de uma vulnerabilidade - e o início do ataque tem vindo a diminuir, o que requer dos possíveis afectados mais atenção e rapidez na aplicação dos entretanto divulgados patches.



A Symantec documentou 1.432 novas vulnerabilidades, num aumento de 12 por cento relativamente ao número registado em igual período do ano anterior. Contudo, a taxa de descobertas durante a primeira metade de 2003 foi significativamente mais lenta do que os 82 por cento encontrados em 2002.



O número de novas vulnerabilidades moderadas aumentou 21 por cento e as vulnerabilidades de elevada gravidade seis por cento. Oitenta por cento das vulnerabilidades descobertas na primeira metade deste ano podiam ser exploradas remotamente.



A Symantec registou cerca de 994 novos vírus Win32 e worms no período observado, valor que mais do que duplica os 445 documentados nos primeiros seis meses de 2002.



À medida que as aplicações de instant messaging e as redes peer-to-peer proliferam, novos worms e vírus usam estes mecanismos para se difundirem. Dos 50 códigos maliciosos de topo documentados pela Symantec nesta última análise, 19 recorreram a aplicações peer-to-peer ou IM, o que reflecte um aumento de quase 400 por cento em apenas um ano.



Os Estados Unidos continuam a ser o país do mundo que mais ataques origina (50 por cento). A China aparece na segunda posição, sendo geradora, contudo, de apenas cinco por cento dos ataques. Tendo em conta o número de internautas, Israel seria o país que mais ataques produziria, de acordo com a Symantec.



O Relatório de Ameaças de Segurança da Symantec inclui a análise de dados de clientes dos Symantec Managed Security Services, bem como de mais de 20 mil sensores registados em mais de 180 países, que monitorizam a actividade de ataques.



No segundo trimestre fiscal, findo a 3 de Outubro último, a Symantec reportou uma receita de 429 milhões de dólares, num incremento de 32 por cento face a idêntico período de 2002. Para os resultados registados contribuiu, segundo o referido por Joaquín Reixa, o aumento na venda de licenças a empresas e o crescimento de 56 por cento no segmento de consumo.



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