A União Europeia estabeleceu metas ambiciosas para a eficiência energética, tendo como objetivo poupar até 32,5% de energia no espaço europeu até 2030. Para tal pretende reduzir as emissões de gases poluentes com efeito de estufa, fomentar o crescimento, reduzir custos às famílias e empresas, e também criar emprego.

Estes novos objetivos serão complementos às metas aprovadas em novembro, onde a União Europeia se comprometia com a eficiência energética, utilizando fontes renováveis, como o sol e o vento. Os países-membros devem ainda assegurar que pelo menos 14% do combustível dos transportes sejam também obtidos em fontes renováveis e poupanças de energia 0,8% ao ano.

Segundo o TSF, o Parlamento Europeu destacou ainda que os países-membros devem ter atenção às suas políticas para realizar a poupança de energia tendo em conta os agregados familiares mais pobres, já que estes vivem, em regra geral, em casas pouco eficientes ao nível de energia. Além de não terem os recursos para melhorar essa eficiência.

Por outro lado, prevê-se uma maior rigidez na contagem e faturação de energia, baseando-se no consumo real dos consumidores. Até 2027 todos os contadores de energia devem ser lidos à distância. Estas medidas devem estar em prática até outubro de 2020 nas leis de cada país-membro da União Europeia.

De recordar que Portugal está bem posicionado no compromisso, e em 2018 viu a aposta nas energias renováveis a reduzir seis milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono na atmosfera. Poupou-se ainda 1,3 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis. O ano que passou viu também, pela primeira vez, a energia eólica como a maior fonte de eletricidade no país, representando 24,3% do consumo, ao contrário da energia solar que se viu estagnada.

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