A missão da Agência Espacial Europeia realiza-se em parceria com a Rússia. O foguetão que faz o lançamento é precisamente russo (Proton) e a partida da sonda aconteceu a partir do Cazaquistão. A operação estava marcada para as 09h31, hora de Lisboa, e podia ser acompanhada ao vivo pela Internet. O horário previsto cumpriu-se.

A sonda TGO vai procurar vestígios de vida, numa missão que chega ao destino apenas a 19 de outubro, mas que muito antes disso enviará o primeiro sinal de que tudo está bem. Se assim for, esse sinal é esperado 12 horas após o lançamento.   

A primeira missão europeia deste género lançou para a órbita de Marte a Mars Express, que por lá permanece há uma década e que identificou variações no metano existente na atmosfera daquele planeta. A descoberta deu o mote para a nova missão, que vai medir os gases na atmosfera do planeta vermelho durante os próximos anos. 

Outro objetivo da missão é o teste das condições de descida e aterragem em Marte e aí entra em cena o modulo Schiaparelli, que em outubro inicia uma tarefa já desenhada com o objetivo de ajudar a preparar uma próxima missão, a ExoMars 2018, que levará para Marte um veiculo teleguiado com novas capacidades para explorar o planeta.

Agora como em 2018, há tecnologia portuguesa envolvida nas missões. A Critical Software é uma das empresas que mantém uma colaboração regular com a ESA e desta vez está envolvida no desenvolvimento dos sistemas de controlo de bordo. A HPS Portugal, que desenvolveu o isolamento térmico do módulo Schiapareli, é outra parceira local da missão, como destaca hoje o Diário de Notícias. 

Num vídeo divulgado pela ESA pode ver todos os preparativos para o lançamento da sonda, que seguiu para o espaço à boleia de um foguetão russo.  

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