O Reino Unido pôs em marcha o programa que visa levar um portátil com acesso à banda larga às famílias mais pobres do país. Originalmente anunciado há cerca de um ano, a iniciativa foi ontem reconfirmada pelo Primeiro-Ministro Gordon Brown.

Um secretário de Estado da Educação acrescentou hoje à BBC Today que os computadores já começaram a ser distribuídos às famílias, identificadas como necessitadas de apoio nesta matéria.

De acordo com a imprensa britânica serão abrangidas 270 mil famílias neste Home Access, cerca de um quarto da população, num investimento de 300 milhões de libras (334 milhões de euros), de acordo com a BBC. Os computadores são doados às famílias e o acesso à banda larga está pago durante um ano.

Ed Balls, o secretário de Estado que falou com a BBC, explicou que o programa foi desenhado por estar provado que este tipo de medidas tem um efeito positivo junto das populações visadas. Estimula a aprendizagem e a progressão escolar.

No caso concreto do Home Access as crianças com idades entre os 5 e os 19 anos são os principais destinatários dos computadores, mas o objectivo é que o equipamento esteja em casa para fomentar o acompanhamento pelos pais da sua utilização.

"Eliminar a divisão digital e educacional entre ricos e pobres e ajudar os pais a manter-se a par dos progressos dos filhos" são objectivos também detalhados na página de Internet onde o Governo explica os seus projectos para esta área.

Tal como fez Portugal com o e-escolinha, também outros países europeus têm desenvolvido programas para minimizar as diferentes condições de acesso a tecnologia das suas populações. Espanha é outro país com um programa idêntico ao e-escolinha.

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