A IBM revelou ontem, terça-feira, um novo modelo de disco rígido para servidores, o Ultrastar 146Z10, que incorpora uma tecnologia anti-vibração que a companhia de informática designa de Rotational Vibration Safeguard, permitindo melhorar o desempenho das drives cada vez mais densas e rápidas de discos rígidos.



As drives são constituídas por pratos e cabeças. Os pratos são componentes rotativos magnéticos que armazenam dados, enquanto que as cabeças lêem os dados dos pratos rotativos. Contudo, em situações em que os servidores são empilhados uns em cima dos outros, as vibrações crescentes podem provocar danos a outros discos rígidos na pilha.



Segundo a IBM, este novo disco rígido da linha Ultrastar compensa automaticamente pela vibração provocada pelo funcionamento em simultâneo de várias drives de discos rígidos, mediante a identificação da direcção e intensidade da vibração e da eliminação dos seus efeitos prejudiciais. Esta drive com uma capacidade de armazenamento de dados para 146 GBytes oferece uma velocidade de rotação por minuto de 10 mil e vem com uma memória cache de oito MBytes.



Este Ultrastar traz ainda software para intelligence disk drive e auto-análise, uma tecnologia pixie dust para estabilidade da temperatura e dos dados, bem como designs de componentes para acesso aos dados e gravação a alta velocidade. A nova drive representa uma parte do plano da IBM para reconquistar o mercado dos discos rígidos, ao concentrar-se na pesquisa e na inovação tecnológico, em lugar da produção e do marketing.



Isto numa altura em que a fabricante informática comunicou à Securities and Exchange Commission (SEC), autoridade dos Estados Unidos responsável pelo controlo dos mercados bolsistas, que o seu negócio de drives para discos rígidos obteve perdas líquidas no valor de 423 milhões de dólares (425,63 milhões de euros) em 2001, revelou o Expansión Directo.



Esta é a primeira vez em que a IBM apresenta os resultados desagregados da sua filial. Em Abril, a IBM e a Hitachi formaram uma joint-venture com vista à junção das divisões de discos rígidos das duas companhias. A Hitachi detém 70 por cento da nova companhia, estando a IBM encarregada de desenvolver novas tecnologias.



Em Junho, a IBM anunciou que estava negociando a venda da sua unidade de discos ao grupo japonês dois mil milhões de dólares (2,012 mil milhões de euros). Só no primeiro trimestre de 2002, as perdas desta filial da companhia norte-americana atingiram os 92 milhões de dólares (92,57 milhões de euros).


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