Quem pede ajuda é o Grupo Polar da Universidade de Lisboa que tem colaborado em vários projetos de investigação na região, iniciativas que têm como principal objetivo estudar as alterações climáticas e o seu impacto na região.



O drone que o grupo quer ver financiado serviria para construir mapas 3D da região, que colmatassem a escassez de dados topográficos, devido aos custos elevados e às dificuldades no processo de recolha através de meios mais convencionais, como sejam a recolha de imagens através de helicóptero.



O valor que o grupo de investigação quer recolher é de 20 mil euros e vai permitir adquirir um veículo aéreo não tripulado com capacidade para recolher imagens do solo com grande resolução e criar mapas tridimensionais com essa qualidade de imagem. O equipamento vai utilizar uma câmara ótica e de uma câmara de infravermelhos, garantindo uma autonomia de voo próxima de uma hora.



O grupo já utiliza um drone para este fim, mas não tem capacidade para recolha de imagens em alta definição e tem uma autonomia de voo de cerca de 10 minutos, o que limita a capacidade para explorar território em áreas extensas, sobretudo na Península Antártida, uma das localizações de maior interesse para os cientistas. O novo dispositivo poderá cobrir áreas de 10 quilómetros quadrados num único voo.



O recurso ao crowdfunding é uma forma de contornar as limitações orçamentais a que o grupo está cada vez mais sujeito. É ainda uma alternativa aos fundos para I&D, com um processo de aprovação demorado e que atrasaria em cerca de dois anos o curso do projeto, detalha o Público, que hoje também avança a notícia.



Uma rede mundial de investigação monitoriza há cerca de uma década o impacto das alterações climáticas na região da Antártida. O Grupo Polar da Universidade de Lisboa reúne 3 equipas com experiência em investigação nos terrenos com permafrost da Antártida e do Ártico. A equipa coordena também o Programa Polar Português, que todos os anos coloca no terreno cerca de 20 cientistas portugueses.

Os cientistas portugueses que agora pedem ajuda, se alcançarem objetivos, planeiam fazer os primeiros testes com o drone já a partir de fevereiro na ilha do Rei Jorge. Para 2015 os objetivos são mais ambiciosos.



O projeto pode ser apoiado através da plataforma portuguesa da crowdfunding PPL. Já reuniu quase 600 euros, de mais de duas dezenas de apoiantes. Nas próximas três semanas ainda é possível contribuir. Tal como é habitual nestas campanhas, os benfeitores serão recompensados, neste caso, por contributos a partir de 10 euros.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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