Os resultados relativos às vendas de computadores pessoais no quarto trimestre de 2018 são ainda preliminares mas revelam que o mercado continua a descer, perdendo 3,7% num ano e fixando-se nas 68,1 milhões de unidades. Mesmo assim os números são melhores do que a IDC tina antecipado, já que previa perdas de 4,7% nas vendas de desktops, notebooks e workstations.

Este é o segundo trimestre consecutivo em que a Lenovo consegue o primeiro lugar no top de fabricantes este ano, isto apesar dos desafios reconhecidos pela IDC neste trimestre, que resultaram de um reforço de stocks no terceiro trimestre devido à antecipação do impacto no acesso a processadores que resulta da "guerra" comercial entre os EUA e a China.

"O quarto trimestre é tipicamente orientado para as promoções de consumo que ajudam a tornar este trimestre o maior do ano, mas a confluência de eventos em 2018 levou ao menos crescimento sequencial desde 2012. Mesmo assim o mercado teve um melhor desempenho do que era esperado, com o refrescamento do mercado de PCs empresariais dinamizado pelo fim do Windows 7 em janeiro de 2020", refere a IDC.

A Lenovo foi uma das cinco empresas que cresceu no último trimestre do ano, com as operações nos EUA a recuperar apesar da pressão crescente por parte da HP e da Dell em algumas regiões. A liderança do mercado conseguida pelo segundo trimestre consecutivo foi conquistada à HP que perdeu 3,2% nas vendas. No total do ano a HP continua à frente, mas com uma diferença pequena.

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A Apple manteve a quarta posição com 7,2% do mercado mas uma quebra de 3,8% face a 2017, enquanto a Acer ocupou o quinto lugar com 6,7% das vendas, mas perdendo também 8,5%.

A IDC destaca ainda as diferenças regionais, referindo que todas as regiões, menos os Estados Unidos, excederam as previsões, apesar da Ásia/Pacífico ter desafios relacionados com o ambiente comercial difícil na China. Na Europa o crescimento foi negativo no último trimestre pela primeira vez no último ano e meio.

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