Na última quinta-feira a NASA prestou o adeus definitivo ao seu telescópio espacial Kepler, reformando-o oficialmente das suas atividades científicas. A agência espacial enviou os comandos finais ao “vigilante”, desligando o seu contacto com a Terra. O processo de "reforma" começou no final de outubro, depois da NASA ter referido que o telescópio tinha ficado sem combustível e que já não estava apto para continuar a sua missão.

Foram quase 20 anos a recolher dados e sinais que permitiram a deteção de milhares de planetas a orbitar estrelas para além do nosso sistema solar. Neste tempo, foram identificados 2.600 planetas a orbitar outras estrelas que não o Sol.

A NASA salienta a coincidência da data escolhida para desligar o Kepler com o aniversário da morte do astrónomo alemão que lhe deu nome, Johannes Kepler, no dia 15 de novembro de 1630. O astrónomo descobriu as leis dos movimentos dos planetas.

A equipa de operações da NASA desligou o sistema de segurança, impedindo-o de voltar a ligar-se inadvertidamente, assim como outras comunicações, através da anulação dos seus transmissores. O Kepler será agora monitorizado para garantir que todos os comandos foram efetuados com sucesso. Segundo a agência espacial, o telescópio Kepler encontra-se à deriva, em órbita do Sol, a 150 milhões de quilómetros da Terra.

Apesar de ter sido desligado, os dados recolhidos pelo telescópio continuarão a ser analisados nos próximos anos, esperando-se ainda mais descobertas. Para além do Kepler, a NASA prepara-se para desligar o Dawn, outro telescópio que ficou também sem combustível para continuar as suas operações científicas.

O Tess é o sucessor do Kepler e já se encontra no espaço desde abril para “caçar” novos planetas, tendo já começado a transmitir imagens.

Na galeria nesta página pode recordar algumas imagens do Kepler, o primeiro “caçador de planetas” da NASA…

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