Em 2011 os notebooks vão captar mais de metade do mercado mundial de PCs. A previsão é da IDC e assenta na evolução das vendas do segmento ao longo dos últimos trimestres.


Olhando para os resultados apurados em 2006 é possível contabilizar vendas de 82,4 milhões de dólares, mais 26,3 por cento que no ano anterior. Em comparação, o segmento de desktops acumulou um crescimento que não foi além dos 2 por cento, para um total de 138,3 milhões de unidades vendidas.



Olhando apenas para o último trimestre do ano passado, tipicamente forte em vendas, as vendas de computadores de secretária aumentaram 7,3 por cento, contra um crescimento de 15 por cento no último trimestre do ano anterior.



A IDC explica a tendência de diminuição de vendas de desktop com uma redução da procura por parte das clientes empresariais, que é mais notória nos mercados maduros, e antevê um agravamento desta tendência.



Haverá uma pequena pausa nesta trajectória descendente, graças à introdução do Windows Vista e à substituição de equipamentos que isso traduzirá, sobretudo em meados deste ano e no início do próximo, mas após essa fase será retomada a tendência de queda nas vendas.



Os dados apurados pela consultora para Portugal confirmam esta tendência, ao revelarem quebras nas vendas para todos os segmentos, com excepção dos notebook que acabaram por garantir um balanço de vendas positivo para o sector em 2006 (ver notícias relacionadas).



A mesma tendência é confirmada noutros mercados, como os Estados Unidos, onde as vendas de notebooks no retalho ultrapassaram as vendas de desktop em 2006. Nos Estados Unidos, a IDC prevê alias um crescimento anual de dois dígitos nas vendas de notebooks até 2010, o que a confirmar-se certamente reforçará a tendência de liderança do segmento.



No mercado de servidores a consultora reviu em baixa a previsão de crescimento para 2010 e fixa agora o número de unidades vendidas na segunda metade da primeira década do milénio nos 4,5 milhões de unidades. Isto representa que da anterior previsão de crescimento de 61 por cento, a empresa passa agora 39 por cento.



A revisão em baixa é justificada com o crescente aumento da utilização de tecnologias de virtualização que optimizam a utilização dos equipamentos existentes e retardam a aquisição de novas máquinas. Em 2010 14,4 por cento dos servidores vendidos (1,7 milhões) irão correr máquinas virtuais, contra 4,5 por cento em 2005.



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