A ARM Holdings continua a ser uma espécie de “holy grail” da indústria tecnológica que todos os gigantes querem um “pedaço”. A Nvidia tentou adquirir a empresa por 40 mil milhões de dólares, mas o negócio chumbou nos reguladores. A Intel quis blindar o seu negócio de processadores e assumiu interesse em participar num consórcio para aquisição da ARM, logo após a Nvidia ter falhado compra.

Mas foi a Apple que ajudou a aumentar a quota de mercado da ARM nos portáteis, de 2% para 12%, desde que que a gigante da maçã abandou a Intel para desenvolver os seus próprios chips, baseados em tecnologia ARM. A Nvidia não terá abandonado os planos de recorrer à ARM para desenvolver os seus processadores e enfrentar de frente a Intel. A especialista em placas gráficas, mas que nos últimos anos se tornou um colosso na criação de chips para inteligência artificial, pretende começar a fabricar também CPUs.

Segundo a Reuters, a Nvidia está a desenhar CPUs para correr o sistema operativo Windows, com base em tecnologia da ARM. A decisão da Nvidia está relacionada com o esforço da Microsoft em ajudar as empresas a construir processadores baseados em ARM para computadores Windows. E que por sua vez pretende enfrentar a Apple, que viu a sua quota de mercado de computadores duplicar desde que começou a produzir os seus chips Apple Silicon com tecnologia ARM.

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Mas na equação entra também a AMD, que tem sido um rival histórico da Intel, com planos de produzir processadores para computadores baseados em ARM. E segundo fontes da Reuters, tanto a AMD como a Nvidia planeiam começar a vender os processadores em 2025.

A Qualcomm também fabrica chips para portáteis baseados em ARM desde 2016. E há dias anunciou que pretende revolucionar a próxima geração de experiências no PC, revelando o nome da nova arquitetura, a série Snapdragon X. E promete que 2024 será um ponto de inflexão da indústria de PC, tanto ao nível da performance, IA, conetividade e autonomia.

Porque é que todos querem a tecnologia da ARM? Apesar da ARM historicamente ser uma das arquiteturas mais utilizadas da indústria, sobretudo em equipamentos portáteis e mais pequenos que funcionam a bateria, devido à sua eficiência em autonomia. A escolha da Apple para usar a sua tecnologia em computadores de alto calibre amplificou as suas capacidades. Os processadores Apple Silicon tornaram os computadores MAC não apenas mais poderosos em termos de performance, como mais autónomos, rivalizando com outros chips que necessitam de mais energia.

E como explica a Reuters, a Microsoft tem observado essa evolução de eficiência retirada da tecnologia ARM e quer o mesmo para os computadores que correm Windows.

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Até aqui, a Qualcomm e a Microsoft fecharam um acordo de exclusividade em 2016, válido até 2024, para que a fabricante criasse uma arquitetura baseada em ARM para o Windows. Mas depois do acordo exclusivo expirar, a Microsoft quer encorajar outras fabricantes a entrar no mercado e não ficar apenas dependente da Intel ou de apenas um único fabricante de processadores. E por isso o reforço na AMD e a chegada ao mercado da NVidia.

Um dos grandes desafios é converter o código criado para as aplicações para o Windows que correm na mais conhecida arquitetura x86 usada pela Intel e AMD, mas que não correm automaticamente nos designs da ARM. E essa tradução pode ser complexa.

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