Se tudo decorrer de acordo com os planos, em 2019 será possível observar o nascimento e crescimento da primeira planta terrestre em Marte. O feito já é relevante o suficiente, mas tem ainda outro ponto de interesse: o grupo de investigadores responsável pela experiência é composto maioritariamente por portugueses.



“Estamos todos contentes e ainda não caímos muito bem na realidade”, revelou Daniel Carvalho, um dos elementos da Seed, em conversa com o TeK. O investigador partilhou também que nos últimos dias a equipa estava confiante de que podia de facto vencer pois nas redes sociais tinham tido um feedback bastante positivo e superior ao das restantes participações.



Ainda assim a equipa do Seed estava consciente que a “conquista social” apenas valia 10% da decisão final, mas tudo acabou por correr bem aos alunos da Universidade do Porto e do Minho.



“Este é um projeto único e por isso a responsabilidade é muito grande”, detalhou Daniel Carvalho a propósito das expectativas. Já o cofundador da Mars One, Arno Wielders disse em comunicado que "o projeto Seed é único e inspirador pois esta seria a primeira vez que uma planta seria cultivada em Marte".



Agora a equipa vai conversar entre si e reunir com os conselheiros para porem em andamento as próximas etapas do projeto. Tudo tem que ficar pronto nos próximos dois anos pois a Mars One tem um calendário muito rígido e se o Seed não corresponder, o projeto pode ser cancelado.



O Seed consiste numa mini-estufa que será controlada à distância e que ajudará a perceber as dificuldades que podem existir no cultivo da vida vegetal em Marte. A experiência está dividida em duas estruturas: uma que vai tratar do suporte básico de vida e crescimento da planta e outra que vai assegurar a sua proteção. Arabidopsis thaliana, da família da couve e da mostarda, é a semente escolhida para a investigação, mas no futuro podem ser usadas sementes de qualquer leguminosa.



Dividir tarefas pela equipa e assegurar o financiamento são os próximos passos definidos, assim como falar com a Mars One para perceberem como deve o projeto evoluir para encaixar nos planos da empresa.



A primeira missão não-tripulada da Mars One parte em 2018 e a viagem tem uma duração prevista de 10 meses. É por isso expectável que em 2019 sejam visíveis os primeiros resultados da experiência que conta ainda com investigadores de Espanha e da Holanda.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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